RM 2026 - Mensagem Secretário Regional da Economia

Há 67 anos que o Rali da Madeira encontra nas nossas serras um dos seus mais singulares palcos. Ao longo deste tempo, foi muito mais do que uma competição. Acompanhou a transformação da Região, atravessou gerações e tornou-se parte de uma memória coletiva que os madeirenses reconhecem como sua. Talvez por isso o Rali diga tanto sobre a Madeira. Esta é uma terra que sempre viveu em diálogo com a dificuldade do seu território. A montanha, que durante séculos impôs caminhos e distâncias, foi também aquilo que nos ensinou a procurar novas passagens, a vencer declives, a construir soluções onde outros encontrariam apenas obstáculos. Há, nessa relação com a nossa geografia, algo que pertence à própria têmpera dos madeirenses. E é difícil não reconhecer essa mesma exigência quando vemos um carro encontrar, a grande velocidade, a linha exata de uma estrada de montanha; quando as mãos se fundem com o volante, o olhar antecipa a curva e uma decisão tomada numa fração de segundo pode determinar o resultado de toda uma prova. O Rali tem essa extraordinária particularidade de juntar o domínio da técnica à imprevisibilidade da paisagem, a precisão do homem à força da natureza. E é nessa conjugação que se torna único. Mas há outra dimensão que importa preservar. O Rali é uma das grandes ocasiões em que a Madeira se reúne à volta de uma paixão comum. As estradas enchem-se, as famílias encontram-se, os amigos reencontram-se e diferentes gerações partilham o mesmo entusiasmo. Por alguns dias, a competição transforma-se numa celebração coletiva e a ilha inteira participa, à sua maneira, naquilo que acontece nas suas estradas e nas suas serras. É uma festa que nasceu entre nós e que, precisamente por isso, sabemos receber e partilhar. Porque a identidade de uma Região não se constrói apenas naquilo que conserva. Constrói-se também na capacidade de abrir as suas portas, de acolher e de se afirmar para além das suas fronteiras. O Rali da Madeira é um exemplo dessa expansão. Todos os anos, pilotos, equipas, profissionais e adeptos chegam à Região para enfrentar um percurso que conhecem pela sua exigência e reconhecem pela sua singularidade. E, através deles, das imagens e da atenção que a prova desperta, a Madeira chega também a outros lugares do mundo. A nossa paisagem deixa de ser apenas o cenário onde a competição acontece e torna-se parte da própria identidade da prova. É uma forma particularmente feliz de afirmar a Madeira: não através de uma representação construída, mas através daquilo que somos, do território que habitamos e da capacidade de transformar as suas características numa experiência única. O Governo Regional reconhece nesta prova esse valor desportivo, mas também o seu significado para a promoção externa da Região, para a afirmação do turismo desportivo e para a dinamização da atividade económica. É por isso que continuaremos a apoiar o Rali da Madeira e a trabalhar com todos aqueles que, ao longo de décadas, contribuíram para a sua continuidade e para o lugar que hoje ocupa. À organização, aos pilotos, às equipas, aos patrocinadores e a todos os que tornam possível mais uma edição, deixo o meu reconhecimento. Aos que chegam à Madeira, desejo as boas-vindas. E aos madeirenses, deixo uma palavra de confiança para que continuem a viver esta prova com a paixão de sempre. O Rali da Madeira é, afinal, uma expressão muito clara daquilo que somos: uma Região insular, mas nunca fechada; uma terra de montanha, mas habituada a procurar caminhos; uma comunidade que preserva as suas tradições sem deixar de olhar para o futuro. Que a 67.ª edição do Rali da Madeira seja, uma vez mais, esse ponto de encontro entre a nossa identidade e o mundo, entre a emoção da competição e a força da paisagem, entre a memória de uma tradição e a capacidade de a renovar. E que, quando os motores voltarem a ouvir-se pelas serras, possamos reconhecer nesse som não apenas o regresso de uma grande prova, mas também uma parte da história viva da Madeira. Bem-vindos ao Rali da Madeira 2026.  

As classificativas do Rali: PEC 12/15 – Lameiros

Substitui a anterior Rosário. Tem agora início no sítio que a nomeia, na Est. Padre José T, Marques em ligeira subida até às proximidades do Rosário, onde vira à esquerda para a ER 208. Depois, cruza a ilha na linha imaginária entre São Vicente e a Ribeira Brava desde o Rosário à Serra d’Água, passando pela Encumeada. Requer muita condução na subida até à Encumeada e posteriormente uma grande temeridade na descida vertiginosa até final. É uma das provas especiais que junta mais espetadores no Rali Acessos: Pelo Rosário: no entroncamento da ER 208 com a Est. Padre José T. Marques. Sem outras estradas alternativas de acesso, requer deslocação atempada pelo final.

As classificativas do Rali: PEC 11/14 – Ponta do Pargo

Um dos troços cronometrados que regressam nesta edição. É uma prova especial cuja classificação é, na maior parte das vezes, determinada pela destreza dos pilotos por ser muito exigente nas sequências de ganchos longos e curvas em ambas as direções muito próximas. O seu piso vai do bastante húmido na zona ladeada por árvores ao muito seco e abrasivo nas zonas descobertas. Como é toda muito idêntica ao longo de toda a sua extensão, obriga a boas notas de andamento e a um grande entrosamento entre piloto e navegador. Acessos: Pela Ponta do Pargo: caminho municipal que dá acesso ao Pedregal e Serrado

Amanhã há Verificações

O Rali da Madeira tem início amanhã com as verificações administrativas e técnicas iniciais. As verificações administrativas, em que são analisados todos os documentos relativos à participação dos concorrentes, terão lugar entre as 14:00 e as 17:00 na Praça CR7. Por seu lado, as verificações técnicas iniciais, sessão em que os comissários técnicos auferem da conformidade das viaturas com a sua ficha de homologação assim como a sua aceitação para circulação viária, acontecem entre as 14:15 e 19:00 no Cais 6 do Porto do Funchal. Tanto as verificações administrativas como as técnicas inicias costumam ser acompanhadas in loco pelos muitos amantes da modalidade que assim têm não só mais uma oportunidade de estar perto dos piloto e navegadores que animarão as estradas madeirenses ao longo de três dias como também das máquinas que farão sonhar pelo seu som e rapidez. Amanhã, 29 de julho, os concorrentes reconhecem as classificativas do Palheiro Ferreiro, Ribeiro Frio, Chão da Lagoa e Cidade do Funchal.

Informação do Rali da Madeira disponível em várias plataformas

Toda a documentação constante e disponibilizada no Quadro Oficial da 67ª edição do Rali da Madeira volta a estar disponível no site oficial da prova, www.ralidamadeira.com, nas redes sociais da prova, Facebook e Instagram, e ainda na aplicação Sportity. Esta aplicação é gratuita e está disponível tanto na App Store como no Google play. Uma vez instalada esta aplicação no dispositivo móvel, os utentes deverão aderir ao canal da prova organizada pelo Club Sports da Madeira através da senha RMADEIRA26. Internamente, este sistema permite também aos concorrentes receberem eletronicamente, atestando esse recebimento, as notificações da Direção de Prova e Colégio de Comissários Desportivos.

Como vai o Campeonato de Portugal de Ralis?

O campeonato nacional de ralis viu amentado para nove o número de eventos em 2026 e prometia animação com o confronto entre várias gerações de pilotos, a disputa entre referências como Armindo Araújo, Ricardo Teodósio ou Pedro Meireles, a crescente experiência de Rúben Rodrigues e Pedro Almeida e ainda os jovens Gonçalo Henriques e Hugo Lopes. A temporada arrancou em abril com o Rali Terras d’Aboboreira. Em preparação para a prova portuguesa do WRC, o japonês Takumi Matshushira venceu com um Toyota GR Yaris Rally2. No entanto, nas contas do CPR a vitória coube ao açoriano Rúben Rodrigues numa viatura idêntica. Nos lugares imediatos terminaram Armindo Araújo mais uma vez no Skoda Fabia RS Rally2 e Pedro Almeida noutro Toyota GR Yaris Rally2. Em maio teve lugar o Vodafone Rally de Portugal a contar para o WRC, prova ganha por Thierry Neuville com um Hyundai i20N Rally1. Para as contas do campeonato nacional apenas contou a primeira etapa do evento. Rúben Rodrigues voltou a ser o melhor, seguido de perto por Gonçalo Henriques com um Hyundai i20N Rally2 e por Pedro Almeida, que voltou a ocupar o lugar mais baixo do pódio. No final de maio registou-se a estreia do Rally de Lisboa neste campeonato. No primeiro evento do ano em asfalto, o triunfo sorriu a Pedro Almeida seguido, a apenas um segundo, por Rúben Rodrigues. No lugar mais baixo do pódio ficou José Pedro Fontes que, após longos anos a defender a Citroën, se encontra este ano ao serviço da Lancia com um Ypsilon Rally2 HF Integrale. A meados de junho foi a vez do rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, uma prova a que muitos concorrentes não compareceram dada a obrigatoriedade de optarem entre esta prova e a de Lisboa para recolha de pontos. A vitória coube uma vez mais a Rúben Rodrigues que partilhou o pódio com João Barros em Skoda Fabia RS Rally2 e Ricardo Sousa num Citroën C3 Rally2. O Rali da Madeira é a quinta prova de uma temporada que prosseguirá em setembro em Chaves no Rali da Água e outubro com os ralis Casinos do Algarve e Six Cities/North of Portugal, terminando em novembro no Rally do Vidreiro/Centro de Portugal. Classificação: 1º Rúben Rodrigues, 80; 2º Pedro Almeida, 63; 3º José Pedro Fontes, 48; 4º Gonçalo Henriques, 45; 5º Pedro Meireles, 41; 6º Armindo Araújo, 39; 7º Ricardo Teodósio, 39; 8º Diogo Martins, 24; 9º João Barros, 22; 10º Henrique Moniz, 14. Estão classificados 35 concorrentes.

Esclarecimento Oficial: Salto da Choupana integra o percurso do Rali da Madeira 2026

Têm circulado, nas últimas horas, informações incorretas nas redes sociais indicando que o tradicional salto da Choupana não integra o percurso do Rali da Madeira 2026. A Comissão Organizadora vem esclarecer que essa informação é falsa. Ao contrário do que está a ser divulgado, o percurso da Prova Especial de Classificação Palheiro Ferreiro mantém a passagem pela emblemática zona da Choupana, um dos locais mais icónicos e apreciados pelos aficionados do Rali da Madeira. O traçado desta classificativa continua a incluir este ponto de espetáculo, preservando uma tradição que faz parte da identidade da prova. A informação que tem sido partilhada corresponde a uma alteração efetuada na edição de 2020, quando, devido à pandemia de COVID-19, o percurso foi temporariamente modificado para evitar grandes concentrações de público. Essa decisão dizia respeito exclusivamente àquela edição e não se aplica ao Rali da Madeira 2026. A Organização apela, por isso, a todos os adeptos e órgãos de comunicação social para que consultem apenas os canais oficiais do Rali da Madeira antes de partilharem informações sobre a prova. O Rali da Madeira regressa às estradas da Região entre 30 de julho e 1 de agosto, proporcionando, uma vez mais, alguns dos troços mais espetaculares do panorama internacional, entre os quais a sempre aguardada passagem pela Choupana.

Ser o mais rápido possível

João Silva arranca para o Rali da Madeira com o intuito de ser “o mais competitivo possível. Vou me focar em ser o mais rápido possível e em arrecadar o máximo de pontos para o campeonato da Madeira. Se, com esse foco, puder lutar pela vitória ou pelo pódio, seria muito bom. Gostávamos de ser competitivos como fomos em 2025 e estamos expetantes de como será este ano devido à inevitável evolução de todos os concorrentes. Esta é uma edição do rali com novidades e vai trazer novas variáveis, sem contarmos com o tempo que nos espera. Algumas das alterações podem criar novas solicitações a alguns órgãos mecânicos, mormente aos travões, algo que temos em mente e nos obrigar a ser ainda mais eficientes. Apenas lamento não ter recebido a notoriedade da FPAK e isso condicionar a minha posição à partida”. Silva tem 38 anos de idade e deu os seus primeiros passos nos ralis em 2007 com um Toyota Yaris. O piloto evoluiu muitos anos com viaturas de tração dianteira e chegou a participar, em 2012, com um Ford Fiesta R2 na WRC Academy. Foi campeão madeirense júnior em 2009 e 2010 e de duas rodas motrizes em 2023 com um Peugeot 208 Rally4. A primeira vitória à geral foi obtida em 2017 em Citroën DS3 R5. Em 2025, esteve ao volante de Skoda Fabia Rally2 Evo e do atual Toyota GR Yaris Rally2. Em 2025 esteve em luta pela vitória absoluta no Rali da Madeira até aos últimos quilómetros. Vice-campeão regional nos dois últimos anos, o piloto venceu 3 dos 5 ralis já disputados este ano e é segundo no campeonato.

As classificativas do Rali: PEC 9 – Chão da Lagoa

É a primeira classificativa de sábado, terceiro dia de competição e copia a parte inicial de Ribeiro Frio. Começa na ER 203, nas Carreiras, sobe para Nicho e Pedra do Poiso, zona onde segue à esquerda para a ER 103 e desce para a Ribeira das Cales. No Portão Sul do Chão da Lagoa, vira para e percorre o Parque Ecológico do Funchal, de onde desce para o Poiso. Aí segue em frente, em direção ao Santo da Serra e termina nos Terreiros. Acessos: Pelo Santo da Serra: Nicho (entroncamento da ER 202 com a ER 203). Pelo Ribeiro Frio: Poiso. Pelo Funchal: Portão Sul do Chão da Lagoa (Atenção: Saída de Emergência).

As classificativas do Rali: PEC 7 – Ribeiro Frio

É uma das alterações de 2026. Tem início na ER 203, nas Carreiras e sobe para o Nicho e Pedra do Poiso, zona onde vira à esquerda para a ER 103 e desce para a Ribeira das Cales. No Portão Sul do Chão da Lagoa, vira e percorre o Parque Ecológico do Funchal, de onde desce para o Poiso. Aí vira à esquerda, novamente para a ER 103 e desce para o Ribeiro Frio. Termina no Cedro Gordo, perto do entroncamento para São Roque do Faial. Mistura zonas muito técnicas com outras muito rápidas. A enorme descida final poderá colocar problemas de fadiga aos travões. Acessos: Pelo Santo da Serra: Nicho (entroncamento da ER 202 com a ER 203), Poiso (Atenção: Saída de Emergência) e Pedra do Poiso. Pelo Funchal: Portão Sul do Chão da Lagoa (Atenção: Saída de Emergência).

Mercedes-AMG regressa para abrir a Super-Especial do Rali da Madeira 2026

Antes do arranque da tão aguardada Super-Especial da Avenida do Mar, o público do Rali da Madeira 2026 terá oportunidade de assistir a um momento de grande espetáculo com a realização da Volta Mercedes-AMG, uma iniciativa promovida pelo C. Santos VP Madeira, em parceria com a organização da prova. Enquanto milhares de espectadores aguardam pela entrada em ação dos concorrentes, um conjunto de 12 modelos Mercedes-AMG e Mercedes-Benz AMG percorrerá o traçado da Super-Especial, proporcionando um desfile único de algumas das mais exclusivas e emblemáticas viaturas da marca alemã. A comitiva integra modelos de referência da atual gama Mercedes-AMG, entre os quais se destacam dois Mercedes-AMG GT 63 S E PERFORMANCE, expoentes máximos da tecnologia de elevada performance da marca, equipados com um motor V8 biturbo de 4,0 litros associado a um sistema híbrido de alto desempenho inspirado na experiência da AMG no desporto automóvel. Estes modelos conciliam prestações excecionais, elevada eficácia dinâmica e o conforto característico dos automóveis da marca. Outro dos grandes destaques será o regresso do Mercedes-Benz SLS AMG, uma das viaturas mais icónicas da história recente da Mercedes-Benz. Reconhecido pelas inconfundíveis portas em "asa de gaivota", inspiradas no lendário Mercedes-Benz 300 SL, o SLS foi o primeiro automóvel desenvolvido integralmente pela Mercedes-AMG, assumindo um lugar muito especial na evolução da marca. A Volta Mercedes-AMG contará igualmente com um exclusivo Mercedes-AMG G 63 Edition 55, edição comemorativa criada para assinalar os 55 anos da AMG, distinguindo-se pelos seus elementos exclusivos de design e personalização. Estarão ainda presentes dois Mercedes-AMG SL 63, bem como modelos como o Mercedes-AMG GT Cabriolet, Mercedes-AMG CLE 53, Mercedes-AMG CLE 53 Cabriolet, Mercedes-AMG C 63 S E PERFORMANCE, Mercedes-AMG G 63 e o clássico Mercedes-Benz SLK 55 AMG, representando diferentes gerações e interpretações da filosofia AMG. Fundada em 1967 por Hans Werner Aufrecht e Erhard Melcher, a AMG construiu uma reputação assente na competição automóvel, na inovação tecnológica e no desenvolvimento de automóveis capazes de combinar desempenho, exclusividade e emoção. A iniciativa pretende precisamente aproximar esse legado do público, proporcionando um momento de grande interesse antes do início da competição. À semelhança do sucedido na edição anterior, foi o C. Santos VP Madeira quem lançou o desafio aos proprietários destas viaturas, assegurando a respetiva mobilização para o evento. A realização da Volta Mercedes-AMG decorre em estreita articulação com a organização do Rali da Madeira e com as equipas de segurança, garantindo o cumprimento rigoroso dos horários e de todos os procedimentos operacionais definidos. A Super-Especial da Avenida do Mar volta, assim, a juntar o melhor da competição automóvel a um desfile de alguns dos modelos mais exclusivos da Mercedes-AMG, oferecendo ao público mais um motivo de interesse para marcar presença naquele que é um dos momentos mais emblemáticos do Rali da Madeira 2026.  

RM 2026 - Mensagem do Presidente da Câmara Municipal do Funchal 

Rali da Madeira 2026 – 67ª edição  No primeiro fim-de-semana de agosto, vai para a estrada, o 67º Rali da Madeira, numa edição que, uma vez mais, tem tudo para ser um sucesso, indo ao encontro dos seus históricos populares pergaminhos e que, certamente, irá contagiar o público madeirense, cuja paixão pela modalidade é, por demais, reconhecida. Nesse sentido e dada a afluência de público nas nossas estradas, quer no Funchal, quer por toda a Região, reitero a importância do civismo e da segurança, para que, conjuntamente, falamos desta edição mais um enorme êxito. Enquanto presidente da Câmara Municipal do Funchal, relembro que a autarquia apoia, dentro do possível, a mobilidade do automobilismo, bem como esta prova, em concreto, sendo que uma das provas que mais espectadores congrega é, sem dúvida, a Super-especial da Avenida do Mar, bem no coração da nossa cidade.  O nosso apoio ao Rali da Madeira, consubstanciado através de um protocolo de Cooperação com o Club Sports Madeira, no valor de 49 mil euros, destina-se à logística da prova e à dinamização do evento. Por outro lado, apoiamos ainda o Rali da Madeira através da articulação de vários serviços municipais, com destaque para o trânsito e mobilidade, com a devida articulação com as forças de segurança, a que se acrescenta, no âmbito da Protecção Civil Municipal, a cooperação com as equipas de socorro para uma mais rápida e eficiente resposta a emergências. Refira-se igualmente o apoio dado nas áreas do ambiente e higiene urbana, com as operações de limpeza e recolha de resíduos, antes, durante e após a passagem dos pilotos, de modo a repor a normalidade dos arruamentos, sendo que também reforçamos os ecopontos e operações de limpeza quer na área destinada à imprensa, nesta prova, como no Parque de Assistências, tal como efetuamos um reforço estratégico de ecopontos e recipientes para resíduos na Avenida do Mar.  Ainda no que se refere ao ambiente, realçamos as ações de sensibilização ambiental, nomeadamente no Parque Ecológico do Funchal, a que se junta a presença do “Simão” a mascote ambiental da CMF na sessão de autógrafos com os pilotos e na abertura da 1ª PEC da Avenida do Mar, mais o “Troféu Equipa Mais Sustentável” que também tem o nosso patrocínio.  Posto isto, destacamos que o Funchal está preparado para mais uma edição do Rali da Madeira, sendo de relevar a passagem da estrutura logística da prova para a Gare Marítima, o que vem libertar a Praça do Município, reduzindo consideravelmente o impacto da prova no centro da cidade. Queremos igualmente relevar a competência e profissionalismo da organização do Rali da Madeira, que tudo faz para que a prova continue a ser um exemplo a nível internacional. Por fim, uma palavra a todas as equipas e a todos os participantes, mas igualmente a todos que colaboram para organização e afirmação desta prova: endereçamos os melhores de uma excelente prova com o sentido agradecimento pelo que dão à modalidade e à afirmação do nome da Região e do Funchal. Presidente da Câmara Municipal do Funchal Jorge Carvalho

Sessão de autógrafos é já amanhã

É já amanhã, 28 de julho, que tem lugar a sempre muito concorrida sessão de autógrafos do Rali da Madeira. Tal como é tradição, aquela sessão acontecerá no Casino da Madeira e, tal como desde 2024, nenhum dos muitos adeptos que costumam não perder esta ocasião de estar junto às vedetas da grande festa que é esta prova tenha de permanecer em filas de espera. A sessão de autógrafos decorrerá entre as 21:30 e 23:00, contando com a presença as equipas prioritárias e de todas as outras que desejem estar presentes. Ao longo do dia, entre as 08:00 e as 20:00, os concorrentes reconhecerão as classificativas de Santana, Ponta do Sol, Calheta, Ponta do Pargo, Lameiros, Santo da Serra e Shakedown.

Ganhar pela terceira vez consecutiva

Diego Ruiloba volta ao Rali da Madeira, com um Citroën C3 Rally2, com o objetivo de “ganhar pela terceira vez consecutiva. Estou muito contente de voltar ao Citroën, é um carro que me deu muitas alegrias, muitas vitórias e tenho muita vontade de estar de novo ao seu volante. Sabemos que os pilotos madeirenses vão ser muito rápidos, o Basso também, o Meeke vai rodar no limite, será sempre a fundo do início ao fim. O rali tem um novo itinerário, com classificativas novas para mim, e por certo serão muito complicadas. Alguns já terão experiência e nós não. Quero agradecer o esforço da minha equipa e de todos que me permitem estar presente. Estou muito orgulhoso de poder uma vez mais desfrutar desta prova tão especial e poder defender a minha vitória do ano passado”. Nascido nas Astúrias, o espanhol tem 25 anos de idade e a sua estreia aconteceu em 2019 com um Peugeot 208 1.2. Em 2021 passou para o volante de um Suzuki Swift e venceu o troféu espanhol destinado ao modelo. No ano seguinte, aos comandos de um Peugeot 208 Rally4, venceu a Peugeot Rally Cup Ibérica. Entre 2023 e 2025 representou a Citroën com um C3 Rally2. Em 2024 obteve as suas primeiras vitórias à geral e em 2025 disputou algumas provas do WRC em que acumulou alguns abandonos. Em 2026 defende as cores da Lancia e é terceiro no supercampeonato espanhol. Venceu as duas últimas edições do Rali da Madeira.

Como vai o Campeonato de Ralis Coral da Madeira?

O campeonato madeirense de ralis manteve em 2026 o número de provas do ano passado, oito, e, face ao sucedido em anos anteriores, mantinha a mesma expetativa de emoção e disputa das mais variadas posições ao longo das cada vez mais numerosas caravanas. O desejo dos inúmeros adeptos da modalidade no arquipélago acabou cumprido pois, após cinco eventos cumpridos, tudo se mantém em aberto quanto ao seu desfecho. A época abriu em março em Mahico e João Silva impôs-se ao volante do Toyota GR Yaris Rally2 após un intenso despique com Miguel Nunes, no Skoda Fabia RS Rally2, nas classificativas iniciais. Uma melhor esolha de pneus em condicções climatéricas mutantes levaram a um triunfo folgado de Silva, seguido de Nunes e de Rui Jorge Fernandes, que, num Skoda Fabia Rally2 Evo, cedo garantiu o lugar mais baixo do pódio. O campeonato rumou em abril a Santana. João Silva arrancou na frente e rapidamente se destacou de Miguel Nunes quando este errou e furou logo no primeiro troço cronometrado de sábado.O lugar mais baixo do pódio voltou a ser garantido por Rui Jorge Fernandes. Em maio a caravana do “Regional” rumou a São Vicente. Nunes inverteu a tendência das provas anteriores e esteve sempre na frente. Silva ainda conseguiu acompanhar o seu rival até meio do rali mas acabou ficar a grande distância. Artur Quintal, num Skoda Fabia Rally2 Evo, subiu ao pódio nesta prova em que Rui J. Fernandes sofreu um violente despiste que tem comprometeu a sua participação nos ralis seguintes e também nesta 67ª edição do Rali da Madeira. Junho levou o “circo” do campeonato à Ribeira Brava. Nunes arrancou na frente mas Silva acabou por dominar os acontecimentos no sábado. O piloto do Toyota venceu e acabou por ter como seu maior opositor o regressado Miguel Caires, segundo com o Skoda Fabia RS Rally2. Nunes completou o pódio a grande distância dis primeiros. Há pouco mais de três semanas disputou-se o Rali da Calheta. Miguel Nunes venceu folgado face a Miguel Caires, segundo, e Alexandre Camacho, terceiro e a rodar, com um Skoda Fabia RS Rally2, já mais próximo das referências. João Silva capotou nesta prova em que Filipe Freitas venceu duas classificativas com o Porsche 991 GT3. O Rali da Madeira será a sexta prova da temporada e faltarão disputar os ralis do Funchal e Câmara de Lobos, em setembro, e Porto Santo, em novembro. Classificação atual: 1º Miguel Nunes, 113; 2º João Silva, 103; 3º Artur Quintal, 67; 4º Gil Freitas, 62; 5º Miguel Caires, 40; 6º José Camacho, 36; 7º Rui J. Fernandes, 34; 8º Alexandre Camacho, 31; 9º Rui Pinto, 28; 10º Emanuel Martins, 20. Estão classificados 62 pilotos.

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