Dispositivo de segurança do Rali da Madeira respondeu com eficácia sem necessidade de intervenção

A 67.ª edição do Rali da Madeira terminou com um balanço muito positivo ao nível da segurança, numa operação que decorreu sem que fosse necessário acionar o dispositivo de socorro ao longo de toda a prova. Apesar de nunca ter sido necessária a sua intervenção, os meios de emergência estiveram permanentemente preparados para responder a qualquer eventualidade, garantindo elevados níveis de prontidão durante os três dias de competição. O comportamento responsável do público foi igualmente determinante para o sucesso da operação. Os milhares de espectadores que acompanharam o rali respeitaram as indicações das forças de segurança, dos comissários de percurso e da organização, contribuindo para que a prova decorresse de forma segura e sem incidentes relevantes. Nesta edição, o recurso a drones voltou a revelou-se uma importante ferramenta de apoio às operações de segurança. As imagens aéreas permitiram acompanhar em tempo real diversas situações registadas ao longo do percurso, nomeadamente algumas saídas de estrada, facilitando a avaliação imediata das ocorrências e apoiando a coordenação das equipas no terreno, com uma resposta rápida e eficaz. A articulação entre organização, forças de segurança, bombeiros, equipas médicas, comissários e restantes entidades envolvidas permitiu assegurar um elevado nível de preparação e coordenação, reforçando o compromisso do Rali da Madeira com a segurança de pilotos, equipas, oficiais da prova e público. O resultado traduz-se num balanço claramente positivo, demonstrando que o planeamento, a prevenção e a colaboração de todos os intervenientes continuam a ser fatores essenciais para o sucesso de um dos maiores eventos desportivos realizados na Região Autónoma da Madeira.

Rali da Madeira devolve a cidade do Funchal à normalidade

Concluída a 67.ª edição do Rali da Madeira, decorreu nos últimos dias uma ampla operação de desmontagem de todas as infraestruturas temporárias instaladas no centro da cidade do Funchal, permitindo devolver os espaços públicos ao seu normal funcionamento. Ao todo 25 elementos estiveram envolvidos nesta fase final da organização, assegurando a remoção das bancadas, estruturas técnicas, equipamentos de apoio e restante material utilizado durante o evento. O secretariado, que durante vários dias funcionou na Gare Marítima do Funchal como centro operacional da prova, foi igualmente desmontado, permitindo que aquele espaço retomasse a sua atividade habitual. Também o pódio instalado para as cerimónias oficiais foi desmontado, concluindo a transformação temporária da cidade num palco de competição internacional. A operação foi realizada de forma célere e coordenada, garantindo que as principais zonas ocupadas pelo evento ficaram totalmente desobstruídas e limpas, permitindo que residentes, comerciantes e visitantes voltassem a usufruir dos espaços públicos em plena normalidade. Mais do que os momentos de competição, o Rali da Madeira assume também o compromisso de respeitar o território que o acolhe. A desmontagem das infraestruturas e a reposição dos espaços públicos representam a última etapa de um trabalho que envolve dezenas de profissionais e voluntários, encerrando mais uma edição da prova com a cidade devolvida aos seus cidadãos.

Como ficaram os campeonatos

A disputa e classificação do Rali da Madeira provocaram algumas alterações nas classificações dos campeonatos português e madeirense da especialidade. CPR: 1º Rúben Rodrigues, 100; 2º Pedro Almeida, 80; 3º Armindo Araújo, 67; 4º Ricardo Teodósio, 54; 5º Pedro Meireles, 51; 6º José Pedro Fontes, 48; 7º Gonçalo Henriques, 45; 8º Diogo Martins, 32; 9º Hugo Lopes, 24; 10º João Barros, 22. Estão classificados 35 pilotos. CRCM: 1º Miguel Nunes, 140; 2º João Silva, 124; 3º Gil Freitas, 74; 4º Artur Quintal, 67; 5º Miguel Caires, 57; 6º José Camacho, 46; 7º Alexandre Camacho, 45: 8º Rui Pinto, 36; 9º Rui Jorge Fernandes, 34; 10º Emanuel Martins, 20. Estão classificados 62 pilotos.

Race4Planet reforça intervenção ambiental no Rali da Madeira com a recolha de mangas plásticas

A Race4Planet – Eventos Sustentáveis reforçou este ano a sua intervenção no Rali da Madeira ao assumir, pela primeira vez, a recolha das mangas plásticas utilizadas na sinalização das Provas Especiais de Classificação (PEC), uma nova responsabilidade integrada no Plano de Sustentabilidade Ambiental da prova, cuja implementação a equipa já acompanha em edições anteriores. Ao longo dos três dias de competição, incluindo o Shakedown, a equipa ambiental, percorreu cerca de 500 quilómetros pelas diferentes classificações do rali, assegurando a recolha deste material logo após a passagem dos concorrentes. No final da operação foram recolhidos entre 230 e 250 quilogramas de mangas plásticas, numa ação que permitiu devolver os troços às suas condições naturais de forma célere e organizada, contribuindo para reduzir o impacto ambiental do evento. A integração deste serviço representa mais um passo no reforço das práticas de sustentabilidade do Rali da Madeira, refletindo a preocupação contínua da organização com a proteção do território e com a adoção de medidas que promovam uma gestão ambiental cada vez mais responsável. O trabalho desenvolvido pela Race4Planet evidencia a importância da componente ambiental na organização de grandes eventos desportivos, demonstrando que a preservação da natureza e a realização de uma competição de elevado nível podem caminhar lado a lado.  

João Rodrigues venceu nas duas rodas motrizes

João Rodrigues veio à Madeira reforçar a sua liderança no campeonato nacional para pilotos com viaturas de duas rodas motrizes. O piloto da região de Lisboa, ao volante de um Peugeot 208 Rally4, modelo que monopolizou o top five desta categoria, terminou com um avanço de 15.9 segundos para o segundo classificado depois de um rali em que foi aquele que acumulou o maior número de vitórias em prova especial de classificação. Pedro Câmara estreou-se na Madeira e foi evoluindo à medida que foi se adaptando ao asfalto e às características de uma prova muito específica. O jovem piloto açoriano ficou na segunda posição da categoria após alguns melhores tempos em troço cronometrado. Nesta categoria, terminaram nos lugares imediatos os madeirenses Sandro Teixeira e Martim Nunes e ainda Hélder Miranda, piloto que também competiu pela primeira vez na ilha.

Gil Freitas venceu RGT e Masters

Gil Freitas venceu de forma folgada no grupo RGT, agrupamento em que foi o único a passar incólume e em que os seus adversários acabaram por desistir ou na primeira ou na segunda etapa. O piloto do Alpine A110 RGT+ foi também o melhor na competição regional Master em que obteve um avanço superior a dois minutos para o segundo classificado, José Camacho aos comandos de um Skoda Fabia R5. O pódio deste escalão destinado aos pilotos com maior idade ficou completo com Rui Pinto num Skoda Fabia Rally2 Evo.

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