Rali da Madeira introduz chicanes no final das classificativas para reforçar a segurança

A edição de 2026 do Rali da Madeira contará com mais uma importante inovação em matéria de segurança. Pela primeira vez, serão instaladas chicanes de redução de velocidade no final de todas as Provas Especiais de Classificação (PEC), uma medida introduzida esta época pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). Embora já esteja prevista no regulamento nacional, esta será a primeira vez que a medida é aplicada numa prova do Campeonato de Ralis  Coral da Madeira. As chicanes serão colocadas cerca de 100 metros antes do controlo STOP, obrigando os concorrentes a reduzir significativamente a velocidade antes de pararem para a validação do tempo realizado na classificativa. Segundo o Diretor da Prova, Filipe Sousa, esta alteração pretende aumentar a segurança numa das zonas mais movimentadas de cada classificativa. "É uma área onde se concentram os elementos do controlo, responsáveis pela segurança, jornalistas e, muitas vezes, familiares dos concorrentes. A instalação da chicane permite reduzir substancialmente a velocidade das viaturas antes de chegarem ao STOP, criando melhores condições de segurança para todos os que ali trabalham." Cada chicane terá aproximadamente 20 metros de extensão e será composta por três linhas de pneus, distribuídas de forma a obrigar os concorrentes a efetuarem um verdadeiro percurso em "S", reduzindo naturalmente a velocidade antes da chegada ao controlo final. Público deve evitar permanecer junto às chicanes A Comissão Organizadora alerta que, após uma classificativa exigente, as viaturas podem apresentar elevadas temperaturas nos sistemas de travagem ou até sofrer problemas mecânicos. Em especiais de grande exigência, como a Serra de Água, é frequente os discos de travão atingirem temperaturas extremamente elevadas, podendo comprometer a capacidade de travagem dos concorrentes. Por esse motivo, o público não deverá permanecer junto às chicanes, devendo assistir à passagem das viaturas apenas a partir de locais devidamente identificados como seguros e respeitando sempre as indicações da organização e das forças de segurança. A implementação desta medida representa mais um passo na contínua aposta do Rali da Madeira na melhoria das condições de segurança para concorrentes, oficiais de prova, comunicação social e espectadores. Porque a segurança é uma responsabilidade de todos, a organização reforça a principal mensagem da prova: esteja perto da emoção, mas sempre longe do perigo.

Rali da Madeira implementa zonas de aquecimento de pneus para reforçar a segurança

Na edição de 2026 do Rali da Madeira foi implementada uma importante novidade em matéria de segurança: as Zonas de Aquecimento de Pneus (ZAP), uma medida introduzida pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e aplicada este ano pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). O objetivo desta nova regulamentação é eliminar práticas de condução potencialmente perigosas que alguns concorrentes realizavam em estradas abertas ao trânsito para elevar a temperatura dos pneus antes do início das Provas Especiais de Classificação. Com esta alteração, os pilotos passam a dispor de um espaço próprio e controlado para esse efeito, promovendo uma maior igualdade competitiva e, sobretudo, reforçando a segurança rodoviária. Segundo o Diretor da Prova, Filipe Sousa, "esta medida permite acabar com situações em que alguns concorrentes procuravam aquecer os pneus em estrada aberta, enquanto outros cumpriam rigorosamente o Código da Estrada. A partir de agora, essa operação apenas poderá ser efetuada nas zonas especificamente criadas para esse efeito." As ZAP localizam-se entre o Controlo Horário e a partida de cada Prova Especial de Classificação. O regulamento nacional estabeleça uma extensão mínima de 500 metros. No Rali da Madeira estas zonas terão entre 800 metros e um quilómetro, proporcionando condições adequadas para que os concorrentes possam preparar os pneus antes da partida. Além de uniformizar procedimentos, esta medida facilita também a fiscalização por parte das autoridades. Qualquer tentativa de aquecimento de pneus fora destas áreas deixa de ter justificação regulamentar, permitindo uma atuação mais eficaz perante eventuais infrações. A utilização destas zonas inspira-se em soluções já adotadas noutras disciplinas do automobilismo internacional. Na Fórmula 1, por exemplo, os pneus são preparados através de mantas térmicas antes da corrida. Nos ralis, onde essa solução não é viável, as Zonas de Aquecimento de Pneus constituem a alternativa regulamentar para garantir que os pneus atinjam a temperatura ideal antes da competição. Atenção do público é fundamental A Comissão Organizadora apela igualmente à colaboração de todos os espectadores e residentes nas zonas abrangidas pelas ZAP. Uma vez encerrada a estrada — momento que ocorre com a passagem da viatura de segurança Carro 00, cerca de 20 minutos antes do primeiro concorrente — estas áreas passam a integrar o dispositivo de segurança da prova. Durante esse período, não é permitido estacionar veículos na via, sendo essencial manter toda a extensão da zona completamente desimpedida. Os residentes e o público devem ainda redobrar a atenção relativamente à circulação de crianças, animais domésticos e outras situações que possam representar riscos, uma vez que nestes troços os concorrentes efetuam manobras destinadas ao aquecimento dos pneus. Tal como acontece nas Provas Especiais de Classificação, também nas Zonas de Aquecimento de Pneus é indispensável assistir à prova apenas a partir de locais seguros e respeitar todas as indicações dos elementos da organização e das forças de segurança. Porque o Rali da Madeira é, acima de tudo, uma festa do automobilismo, a organização relembra a principal mensagem de segurança da prova: esteja perto da emoção, mas sempre longe do perigo.  

Como vai o FIA European Rally Trophy?

Pretendido como competição de charneira entre os campeonatos nacionais e o ERC e WRC, o FIA European Rally Trophy manteve em 2026 um calendário de 15 provas, número de eventos em vigor desde o ano passado. Este troféu manteve o sistema de pontuação que leva em conta, com um coeficiente, o número de presenças em cada uma das categorias, o que se traduz na possibilidade de um concorrente com uma viatura menos competitiva, como um Rally4, poder lutar pela vitória final no troféu. É isso que tem acontecido nas três últimas épocas em que pilotos com viaturas de duas rodas motrizes saíram vencedores. O troféu arrancou este ano a meados de abril com o português Rali Terra d’Aboboreira que foi vencido pelo japonês Takumi Matsushita em Toyota GR Yaris Rally2, seguido de Rúben Rodrigues numa viatura idêntica e Armindo Araújo com Skoda Fabia RS Rally2. Francisco Puertas, num Peugeot 208 Rally4, recolheu igualmente a pontuação máxima. Já perto do final de maio, cumpriu-se então na Chéquia o Rallye Cesky Krumlov em que o vencedor foi Dominik Stritesky num Skoda Fabia RS Rally2, acompanhado no pódio por Adam Brezik em modelo idêntico e Filip Mares com Toyota GR Yaris Rally2. No último fim de semana do mesmo mês, a Suíça foi palco do Rallye du Chablais, ganho por Mike Coppens, seguido de Florian Gonon e Nicolas Lathion, num pódio monopolizado por Skoda Fabia RS Rally2. Yohan Surroca, em Lancia Ypsilon Rally4, também recolheu a pontuação máxima. A meio de junho, foi a vez da Croácia ver disputar o Zagreb Delta Rally em que o melhor foi Matteo Bernini num Skoda Fabia RS Rally2. As melhores pontuações foram, contudo, para Janos Szilagyi e Rene Noller, ambos com Peugeot 208 Rally4. O último rali disputado foi o Rajd Malopolski, no começo deste mês, na Polónia. O pódio voltou a ser unicamente composto por pilotos em Skoda Fabia RS Rally2, Jaroslaw Szeja, Lukasz Byskiniewicz e Adrian Rzeznik. Jakub Ulanowski com Ford Fiesta Rally3. O troféu é uma vez mais liderado pelo alemão Rene Noller que, com um Peugeot 208 Rally4, acumulou pontos em três provas. O Rali da Madeira é a sexta prova de este ano e ficam por disputar os ralis Rzeszow (Polónia), Rokiskio (Lituânia), Bulgária, Lazio-Cassino e Sanremo (Itália), Nova Gorica (Eslovénia), 3-Stadte e Lausitz (Alemanha) e Valais (Suíça). Classificação: 1º Rene Noller, 154; 2º Mike Coppens, 3º Takumi Matshushita, 4º Dominik Stritesky, 5º Jaroslaw Szeja, 6º Franscisco Puertas, 7º Yoahn Surroca, 8º Filip Kohn, 9º Jakub Ulanowski, 90; 10º Evren Ocay, 80. Estão classificados 81 pilotos.

Boutiques do Rali da Madeira abrem portas com merchandising oficial da prova e da mascote Zeca

Os aficionados do Rali da Madeira já podem adquirir o merchandising oficial da edição de 2026. A organização disponibiliza duas boutiques, localizadas na Praça do Povo (Pódio) e na Praça CR7, onde estarão à venda diversos artigos alusivos à prova e à mascote Zeca. Entre os produtos disponíveis encontram-se t-shirts oficiais em várias cores e tamanhos, canecas, canetas, lápis, porta-chaves, autocolantes e outros artigos comemorativos que permitem aos adeptos levar consigo uma recordação de uma das mais emblemáticas provas do automobilismo nacional. Este ano, a coleção integra ainda uma linha dedicada à mascote Zeca, uma figura bem conhecida do Rali da Madeira, que continua a conquistar adeptos de todas as idades e a reforçar a identidade da prova junto do público mais jovem. A Boutique da Praça do Povo, situada junto ao Pódio, estará em funcionamento entre os dias 27 de julho e 1 de agosto, enquanto a Boutique da Praça CR7 abrirá de 29 de julho a 1 de agosto, acompanhando os principais momentos da competição. Os horários de funcionamento variam consoante o dia da prova, prolongando-se até às 21h30 nas jornadas de maior atividade. A Comissão Organizadora convida todos os espectadores, concorrentes e visitantes a passarem pelas boutiques oficiais, onde poderão encontrar artigos exclusivos do Rali da Madeira 2026 e da mascote Zeca, celebrando assim mais uma edição daquela que é considerada uma das mais espetaculares provas de ralis em asfalto. Horários das Boutiques Oficiais: Entre às 10h e às 19h, sendo que nos dias da prova o horário é alargado até às 21h30. Boutique 1 – Praça do Povo (Pódio): de 27 de julho a 1 de agosto. Boutique 2 – Praça CR7: de 29 de julho a 1 de agosto.  

RM 2026 - Mensagem do Diretor de Prova Rali da Madeira 2026

É com enorme orgulho e elevado sentido de responsabilidade que dou a todos, as boas-vindas à edição de 2026 do LXVII Rali da Madeira. Mais do que uma competição desportiva, esta é uma celebração da nossa identidade, da hospitalidade madeirense e da profunda ligação da Região ao automobilismo. É um evento que une gerações, mobiliza milhares de entusiastas e projeta a Madeira além-fronteiras, através de uma organização reconhecida pela sua qualidade e exigência. Desde a sua primeira edição, em 1959, então sob a designação de Volta à Ilha da Madeira, esta prova afirmou-se como uma referência incontornável do desporto automóvel nacional e internacional. Ao longo das décadas, também sob o nome de Rali Vinho da Madeira, construiu um legado de excelência, sustentado pela paixão, pela dedicação e pelo compromisso de todos aqueles que contribuíram para a sua evolução. Hoje, damos continuidade a esse legado com o mesmo espírito pioneiro dos que lançaram as bases desta extraordinária prova, mas com os olhos postos no futuro. O Rali da Madeira continuará a distinguir-se pela qualidade da sua organização, pela competitividade desportiva, pelo rigor, pela segurança e pelo ambiente único que apenas a nossa ilha consegue proporcionar. Cada classificativa desafia pilotos e máquinas num cenário de rara beleza natural, onde a exigência técnica das estradas se alia ao entusiasmo de um público conhecedor e apaixonado. É com enorme satisfação que recebemos equipas, pilotos, navegadores, mecânicos, oficiais de prova, jornalistas e adeptos provenientes de diferentes países, cuja presença muito honra esta organização e engrandece o nosso rali. Dirijo uma palavra de profundo agradecimento às entidades públicas, aos patrocinadores, aos oficiais envolvidos na organização, ao secretariado da prova, às equipas de segurança e de emergência, aos controladores, aos voluntários e a todos aqueles que, muitas vezes de forma discreta, tornam possível a realização deste evento.  O meu reconhecimento estende-se igualmente ao extraordinário público madeirense, cuja paixão, entusiasmo e sentido de responsabilidade fazem do Rali da Madeira uma referência, demonstrando, ano após ano, que é possível viver intensamente o espetáculo do automobilismo com absoluto respeito pelas normas de segurança. A todos os concorrentes, desejo um rali competitivo, exigente e seguro, pautado pelo espírito desportivo, pelo respeito mútuo e pela excelência que sempre caracterizou esta prova. Aos milhares de adeptos que nos acompanham nas classificativas, deixo também um apelo: desfrutem do espetáculo com responsabilidade, seguindo sempre as indicações da organização e das autoridades. Que esta edição de 2026 engrandeça ainda mais a história do Rali da Madeira e proporcione momentos inesquecíveis para todos. Sejam bem-vindos ao Rali da Madeira. Sejam bem-vindos à Madeira. Vivam intensamente o Rali da Madeira: sempre perto da emoção, mas longe do perigo. Saudações Desportivas, O Diretor de Prova Filipe Sousa  

RM 2026 - Mensagem Presidente do Governo Regional da Madeira

Estamos na semana em que a Madeira volta a viver um dos momentos mais marcantes do seu calendário desportivo e da sua vivência coletiva. O Rali da Madeira regressa às nossas estradas, renovando uma tradição com mais de seis décadas de história e reafirmando-se como a prova rainha do automobilismo regional e uma referência incontornável do automobilismo nacional e internacional. O palco está montado. No parque de assistências, nas verificações técnicas, nos parques fechados e ao longo dos troços da nossa ilha, sente-se já a expectativa dos milhares de aficionados que, geração após geração, fazem deste evento uma verdadeira celebração da paixão pelo desporto motorizado. Uma celebração com efeitos muito significativos também na dinamização da economia regional, da hotelaria, da restauração, do comércio e de inúmeros setores de atividade. Dirijo, por isso, uma palavra de reconhecimento à organização, aos pilotos, navegadores, equipas técnicas, patrocinadores, forças de segurança, serviços de emergência, voluntários e a todos quantos, com profissionalismo e dedicação, tornam possível a realização de mais uma edição desta emblemática prova. Faço igualmente votos para que o Rali da Madeira 2026 constitua, uma vez mais, um enorme sucesso desportivo e organizativo, vivido pelos Madeirenses com entusiasmo, espírito de festa e, sobretudo, com sentido de responsabilidade e em absoluta segurança. Que vençam as melhores equipas. E que a Madeira, uma vez mais, mostre ao mundo, porque é palco de uma das mais emblemáticas e prestigiadas provas de automobilismo da Europa. Presidente do Governo Regional da Madeira Miguel Albuquerque

RM 2026 - Mensagem Secretário Regional da Economia

Há 67 anos que o Rali da Madeira encontra nas nossas serras um dos seus mais singulares palcos. Ao longo deste tempo, foi muito mais do que uma competição. Acompanhou a transformação da Região, atravessou gerações e tornou-se parte de uma memória coletiva que os madeirenses reconhecem como sua. Talvez por isso o Rali diga tanto sobre a Madeira. Esta é uma terra que sempre viveu em diálogo com a dificuldade do seu território. A montanha, que durante séculos impôs caminhos e distâncias, foi também aquilo que nos ensinou a procurar novas passagens, a vencer declives, a construir soluções onde outros encontrariam apenas obstáculos. Há, nessa relação com a nossa geografia, algo que pertence à própria têmpera dos madeirenses. E é difícil não reconhecer essa mesma exigência quando vemos um carro encontrar, a grande velocidade, a linha exata de uma estrada de montanha; quando as mãos se fundem com o volante, o olhar antecipa a curva e uma decisão tomada numa fração de segundo pode determinar o resultado de toda uma prova. O Rali tem essa extraordinária particularidade de juntar o domínio da técnica à imprevisibilidade da paisagem, a precisão do homem à força da natureza. E é nessa conjugação que se torna único. Mas há outra dimensão que importa preservar. O Rali é uma das grandes ocasiões em que a Madeira se reúne à volta de uma paixão comum. As estradas enchem-se, as famílias encontram-se, os amigos reencontram-se e diferentes gerações partilham o mesmo entusiasmo. Por alguns dias, a competição transforma-se numa celebração coletiva e a ilha inteira participa, à sua maneira, naquilo que acontece nas suas estradas e nas suas serras. É uma festa que nasceu entre nós e que, precisamente por isso, sabemos receber e partilhar. Porque a identidade de uma Região não se constrói apenas naquilo que conserva. Constrói-se também na capacidade de abrir as suas portas, de acolher e de se afirmar para além das suas fronteiras. O Rali da Madeira é um exemplo dessa expansão. Todos os anos, pilotos, equipas, profissionais e adeptos chegam à Região para enfrentar um percurso que conhecem pela sua exigência e reconhecem pela sua singularidade. E, através deles, das imagens e da atenção que a prova desperta, a Madeira chega também a outros lugares do mundo. A nossa paisagem deixa de ser apenas o cenário onde a competição acontece e torna-se parte da própria identidade da prova. É uma forma particularmente feliz de afirmar a Madeira: não através de uma representação construída, mas através daquilo que somos, do território que habitamos e da capacidade de transformar as suas características numa experiência única. O Governo Regional reconhece nesta prova esse valor desportivo, mas também o seu significado para a promoção externa da Região, para a afirmação do turismo desportivo e para a dinamização da atividade económica. É por isso que continuaremos a apoiar o Rali da Madeira e a trabalhar com todos aqueles que, ao longo de décadas, contribuíram para a sua continuidade e para o lugar que hoje ocupa. À organização, aos pilotos, às equipas, aos patrocinadores e a todos os que tornam possível mais uma edição, deixo o meu reconhecimento. Aos que chegam à Madeira, desejo as boas-vindas. E aos madeirenses, deixo uma palavra de confiança para que continuem a viver esta prova com a paixão de sempre. O Rali da Madeira é, afinal, uma expressão muito clara daquilo que somos: uma Região insular, mas nunca fechada; uma terra de montanha, mas habituada a procurar caminhos; uma comunidade que preserva as suas tradições sem deixar de olhar para o futuro. Que a 67.ª edição do Rali da Madeira seja, uma vez mais, esse ponto de encontro entre a nossa identidade e o mundo, entre a emoção da competição e a força da paisagem, entre a memória de uma tradição e a capacidade de a renovar. E que, quando os motores voltarem a ouvir-se pelas serras, possamos reconhecer nesse som não apenas o regresso de uma grande prova, mas também uma parte da história viva da Madeira. Bem-vindos ao Rali da Madeira 2026.  

As classificativas do Rali: PEC 12/15 – Lameiros

Substitui a anterior Rosário. Tem agora início no sítio que a nomeia, na Est. Padre José T, Marques em ligeira subida até às proximidades do Rosário, onde vira à esquerda para a ER 208. Depois, cruza a ilha na linha imaginária entre São Vicente e a Ribeira Brava desde o Rosário à Serra d’Água, passando pela Encumeada. Requer muita condução na subida até à Encumeada e posteriormente uma grande temeridade na descida vertiginosa até final. É uma das provas especiais que junta mais espetadores no Rali Acessos: Pelo Rosário: no entroncamento da ER 208 com a Est. Padre José T. Marques. Sem outras estradas alternativas de acesso, requer deslocação atempada pelo final.

As classificativas do Rali: PEC 11/14 – Ponta do Pargo

Um dos troços cronometrados que regressam nesta edição. É uma prova especial cuja classificação é, na maior parte das vezes, determinada pela destreza dos pilotos por ser muito exigente nas sequências de ganchos longos e curvas em ambas as direções muito próximas. O seu piso vai do bastante húmido na zona ladeada por árvores ao muito seco e abrasivo nas zonas descobertas. Como é toda muito idêntica ao longo de toda a sua extensão, obriga a boas notas de andamento e a um grande entrosamento entre piloto e navegador. Acessos: Pela Ponta do Pargo: caminho municipal que dá acesso ao Pedregal e Serrado

Amanhã há Verificações

O Rali da Madeira tem início amanhã com as verificações administrativas e técnicas iniciais. As verificações administrativas, em que são analisados todos os documentos relativos à participação dos concorrentes, terão lugar entre as 14:00 e as 17:00 na Praça CR7. Por seu lado, as verificações técnicas iniciais, sessão em que os comissários técnicos auferem da conformidade das viaturas com a sua ficha de homologação assim como a sua aceitação para circulação viária, acontecem entre as 14:15 e 19:00 no Cais 6 do Porto do Funchal. Tanto as verificações administrativas como as técnicas inicias costumam ser acompanhadas in loco pelos muitos amantes da modalidade que assim têm não só mais uma oportunidade de estar perto dos piloto e navegadores que animarão as estradas madeirenses ao longo de três dias como também das máquinas que farão sonhar pelo seu som e rapidez. Amanhã, 29 de julho, os concorrentes reconhecem as classificativas do Palheiro Ferreiro, Ribeiro Frio, Chão da Lagoa e Cidade do Funchal.

Informação do Rali da Madeira disponível em várias plataformas

Toda a documentação constante e disponibilizada no Quadro Oficial da 67ª edição do Rali da Madeira volta a estar disponível no site oficial da prova, www.ralidamadeira.com, nas redes sociais da prova, Facebook e Instagram, e ainda na aplicação Sportity. Esta aplicação é gratuita e está disponível tanto na App Store como no Google play. Uma vez instalada esta aplicação no dispositivo móvel, os utentes deverão aderir ao canal da prova organizada pelo Club Sports da Madeira através da senha RMADEIRA26. Internamente, este sistema permite também aos concorrentes receberem eletronicamente, atestando esse recebimento, as notificações da Direção de Prova e Colégio de Comissários Desportivos.

Como vai o Campeonato de Portugal de Ralis?

O campeonato nacional de ralis viu amentado para nove o número de eventos em 2026 e prometia animação com o confronto entre várias gerações de pilotos, a disputa entre referências como Armindo Araújo, Ricardo Teodósio ou Pedro Meireles, a crescente experiência de Rúben Rodrigues e Pedro Almeida e ainda os jovens Gonçalo Henriques e Hugo Lopes. A temporada arrancou em abril com o Rali Terras d’Aboboreira. Em preparação para a prova portuguesa do WRC, o japonês Takumi Matshushira venceu com um Toyota GR Yaris Rally2. No entanto, nas contas do CPR a vitória coube ao açoriano Rúben Rodrigues numa viatura idêntica. Nos lugares imediatos terminaram Armindo Araújo mais uma vez no Skoda Fabia RS Rally2 e Pedro Almeida noutro Toyota GR Yaris Rally2. Em maio teve lugar o Vodafone Rally de Portugal a contar para o WRC, prova ganha por Thierry Neuville com um Hyundai i20N Rally1. Para as contas do campeonato nacional apenas contou a primeira etapa do evento. Rúben Rodrigues voltou a ser o melhor, seguido de perto por Gonçalo Henriques com um Hyundai i20N Rally2 e por Pedro Almeida, que voltou a ocupar o lugar mais baixo do pódio. No final de maio registou-se a estreia do Rally de Lisboa neste campeonato. No primeiro evento do ano em asfalto, o triunfo sorriu a Pedro Almeida seguido, a apenas um segundo, por Rúben Rodrigues. No lugar mais baixo do pódio ficou José Pedro Fontes que, após longos anos a defender a Citroën, se encontra este ano ao serviço da Lancia com um Ypsilon Rally2 HF Integrale. A meados de junho foi a vez do rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, uma prova a que muitos concorrentes não compareceram dada a obrigatoriedade de optarem entre esta prova e a de Lisboa para recolha de pontos. A vitória coube uma vez mais a Rúben Rodrigues que partilhou o pódio com João Barros em Skoda Fabia RS Rally2 e Ricardo Sousa num Citroën C3 Rally2. O Rali da Madeira é a quinta prova de uma temporada que prosseguirá em setembro em Chaves no Rali da Água e outubro com os ralis Casinos do Algarve e Six Cities/North of Portugal, terminando em novembro no Rally do Vidreiro/Centro de Portugal. Classificação: 1º Rúben Rodrigues, 80; 2º Pedro Almeida, 63; 3º José Pedro Fontes, 48; 4º Gonçalo Henriques, 45; 5º Pedro Meireles, 41; 6º Armindo Araújo, 39; 7º Ricardo Teodósio, 39; 8º Diogo Martins, 24; 9º João Barros, 22; 10º Henrique Moniz, 14. Estão classificados 35 concorrentes.

Esclarecimento Oficial: Salto da Choupana integra o percurso do Rali da Madeira 2026

Têm circulado, nas últimas horas, informações incorretas nas redes sociais indicando que o tradicional salto da Choupana não integra o percurso do Rali da Madeira 2026. A Comissão Organizadora vem esclarecer que essa informação é falsa. Ao contrário do que está a ser divulgado, o percurso da Prova Especial de Classificação Palheiro Ferreiro mantém a passagem pela emblemática zona da Choupana, um dos locais mais icónicos e apreciados pelos aficionados do Rali da Madeira. O traçado desta classificativa continua a incluir este ponto de espetáculo, preservando uma tradição que faz parte da identidade da prova. A informação que tem sido partilhada corresponde a uma alteração efetuada na edição de 2020, quando, devido à pandemia de COVID-19, o percurso foi temporariamente modificado para evitar grandes concentrações de público. Essa decisão dizia respeito exclusivamente àquela edição e não se aplica ao Rali da Madeira 2026. A Organização apela, por isso, a todos os adeptos e órgãos de comunicação social para que consultem apenas os canais oficiais do Rali da Madeira antes de partilharem informações sobre a prova. O Rali da Madeira regressa às estradas da Região entre 30 de julho e 1 de agosto, proporcionando, uma vez mais, alguns dos troços mais espetaculares do panorama internacional, entre os quais a sempre aguardada passagem pela Choupana.

Ser o mais rápido possível

João Silva arranca para o Rali da Madeira com o intuito de ser “o mais competitivo possível. Vou me focar em ser o mais rápido possível e em arrecadar o máximo de pontos para o campeonato da Madeira. Se, com esse foco, puder lutar pela vitória ou pelo pódio, seria muito bom. Gostávamos de ser competitivos como fomos em 2025 e estamos expetantes de como será este ano devido à inevitável evolução de todos os concorrentes. Esta é uma edição do rali com novidades e vai trazer novas variáveis, sem contarmos com o tempo que nos espera. Algumas das alterações podem criar novas solicitações a alguns órgãos mecânicos, mormente aos travões, algo que temos em mente e nos obrigar a ser ainda mais eficientes. Apenas lamento não ter recebido a notoriedade da FPAK e isso condicionar a minha posição à partida”. Silva tem 38 anos de idade e deu os seus primeiros passos nos ralis em 2007 com um Toyota Yaris. O piloto evoluiu muitos anos com viaturas de tração dianteira e chegou a participar, em 2012, com um Ford Fiesta R2 na WRC Academy. Foi campeão madeirense júnior em 2009 e 2010 e de duas rodas motrizes em 2023 com um Peugeot 208 Rally4. A primeira vitória à geral foi obtida em 2017 em Citroën DS3 R5. Em 2025, esteve ao volante de Skoda Fabia Rally2 Evo e do atual Toyota GR Yaris Rally2. Em 2025 esteve em luta pela vitória absoluta no Rali da Madeira até aos últimos quilómetros. Vice-campeão regional nos dois últimos anos, o piloto venceu 3 dos 5 ralis já disputados este ano e é segundo no campeonato.

As classificativas do Rali: PEC 9 – Chão da Lagoa

É a primeira classificativa de sábado, terceiro dia de competição e copia a parte inicial de Ribeiro Frio. Começa na ER 203, nas Carreiras, sobe para Nicho e Pedra do Poiso, zona onde segue à esquerda para a ER 103 e desce para a Ribeira das Cales. No Portão Sul do Chão da Lagoa, vira para e percorre o Parque Ecológico do Funchal, de onde desce para o Poiso. Aí segue em frente, em direção ao Santo da Serra e termina nos Terreiros. Acessos: Pelo Santo da Serra: Nicho (entroncamento da ER 202 com a ER 203). Pelo Ribeiro Frio: Poiso. Pelo Funchal: Portão Sul do Chão da Lagoa (Atenção: Saída de Emergência).

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