Rali da Madeira 2026 é apresentado no próximo dia 23 de julho

O Rali da Madeira 2026 será oficialmente apresentado na próxima quinta-feira, 23 de julho, numa conferência de imprensa promovida pelo Club Sports da Madeira, entidade organizadora da prova. A sessão terá início às 12h00, na Gare Marítima da Madeira – Pontinha, no Porto do Funchal, local onde se encontra instalado o Centro Operacional do Rali da Madeira. A conferência de imprensa marcará o arranque oficial da edição de 2026 da prova, sendo apresentados os principais detalhes sobre um dos mais importantes eventos desportivos da Região Autónoma da Madeira. O Club Sports da Madeira convida os órgãos de comunicação social a acompanharem esta apresentação, que assinala mais um momento importante na preparação do Rali da Madeira 2026.

Pontuar para o campeonato

João Rodrigues arranca para aquela que será a sua estreia no Rali da Madeira a pensar em “pontuar para o CPR. Este é, para mim, um rali novo e, comum orçamento fraco e pouco tempo, não vamos conseguir testar. Não penso em ganhar mas, sim, em andar perto do pódio. Como gosto de competir e se me sentir confortável, claro que poderei pensar em lutar pelas primeiras posições. Espero um rali difícil, um pouco complicado. Não irei reconhecer como gosto e tem que possamos ter mudanças de piso e de condições climatéricas. Espero mesmo que o tempo esteja estável e que possamos, apesar de um mau início de temporada, dar continuidade aos últimos bons resultados”. João Rodrigues tem 45 anos de idade e, como piloto, estreou-se nos ralis em 2005 com um Lancia Delta HF Turbo. Mesmo tendo utilizado outras viaturas pelo meio, esse foi o carro que tripulou até ao final de 2007. Em 2008 guiou um BMW 325 iX antes de uma longa pausa na sua carreira. Regressou em pleno em 2021 com um Peugeot 106 1.6 com que desistiu em várias ocasiões mas também obteve alguns bons resultados até 2023. Em 2024 fez duas provas com duas viaturas distintas. A época passada esteve maioritariamente ao volante de um Renault Clio Rally5 com que brilhou na classe e venceu o Clio Trophy Portugal. Este ano usa Peugeot 208 Rally4 e é líder do campeonato nacional de duas rodas motrizes.

Ser o mais rápido possível

Ricardo Teodósio parte, com um Citroen C3 Rally2, para o Rali da Madeira com o objetivo de “ser o mais rápido possível e conseguir um bom resultado. Estamos mais uma vez com um novo carro e dispomos de poucos quilómetros de testes. Vamos testar antes da prova e, para além da viatura, tenho de me afinar a mim mesmo, me adaptar ao carro. Quando não estamos entrosados, levantamos o pé. Tenho estado nos últimos anos com modelos diferentes e sempre em adaptação. No entanto, tive um bom feeling em Lisboa, correu bastante bem e cheguei a vencer uma classificativa. Aqui, com os quilómetros, veremos como será.” Com 50 anos de idade, Teodósio estreou-se em ralis em 2001 com um Mitsubishi Lancer Evo III. Pilotou ao longo de muitos anos modelos da marca dos três diamantes e, nessa fase, conquistou o título no Campeonato Regional Sul em 2010 e 2011. Em 2019 passou para o volante de viaturas Rally2 e foi três vezes campeão nacional, em 2019 com Skoda Fabia R5, em 2021 com Skoda Fabia Rally2 Evo e em 2023 num Hyundai i20N Rally2. Em 2025 esteve aos comandos de um Toyota GR Yaris Rally2 e nesta temporada dispõe de um Citroën C3 Rally2. É sexto no Campeonato de Portugal de Ralis e terceiro no campeonato nacional Master.

Dar espetáculo

Filipe Freitas regressa ao Rali da Madeira, “uma prova extensa. O nosso objetivo passa por andar o melhor possível. Partimos sem qualquer meta em termos de resultados, livres de qualquer pressão, e queremos andar depressa. De “faca nos dentes” Vamos tentar nos divertir e dar o máximo de espetáculo possível. Adotaremos o nosso ritmo e veremos, no final do primeiro dia, aonde nos situamos. Aí, então, poderemos definir novos objetivos para esta participação. Queremos, sobretudo, conseguir uma boa performance, que vá de encontro ao que toda a equipa e merece e que honre todo o belo trabalho que tem desenvolvido”. Freitas tem 54 anos de idade e a sua estreia nos ralis remonta a 1998 com um Citroën AX GTi. Nos dois anos seguintes destacou-se numa competição monomarca com Citroën Saxo e passou depois ao volante de carros mais competitivos. Obteve a sua primeira vitória absoluta em 2005 com um VW Golf IV Kit-Car. Foi campeão madeirense em 2013 com um Mitsubishi Lancer Evo X e em 2016 aos comandos de um Porsche 997 GT3. Desde 2019 que utiliza o atual Porsche 991 GT3 e foi campeão regional do agrupamento em 2020 e 2022. Recentemente, venceu duas classificativas, ao nível absoluto, no Rali da Calheta.

42ª participação de José Camacho

José Camacho participará pela 42ª vez consecutiva no Rali da Madeira. O piloto do Skoda Fabia R5, encara-a “como na primeira vez, com a mesma vontade. Queremos dar o nosso melhor e para tal preparamo-nos ao pormenor. O campeonato Masters não nos tem corrido como em 2025 mas não é fácil lutar com um carro da primeira geração dos RC2 contra pilotos com carros mais recentes ou mesmo contra o Gil Freitas cujo Alpine é muito competitivo. Estamos cientes das limitações mas vamos dar o nosso máximo. Ao longo de todos estes anos, tudo mudou, normalmente para melhor, até eu… Acompanhei todas as evoluções, mantive-me sempre atual. Há 40 anos tudo era diferente. Algo que se perdeu foi o convívio, hoje é tudo muito individual e falta essa ligação que havia entre equipas e mesmo com outras pessoas ligadas à modalidade. As diferenças são brutais mas também os custos são muito diferentes. Claro que os carros atuais não têm nada a ver com aqueles que usei no começo da minha carreira. São muito mais fáceis…” Com 63 anos de idade, José Camacho fez a sua estreia nos ralis em 1985 com um Ford Escort RS 2000. Passou a dispor de um Peugeot 205 GTi e foi com esse modelo, já na versão 1.9, que foi bicampeão madeirense de ralis em 1990 e 1991. Passou depois pelo volante de inúmeros modelos e, mesmo não tendo participações regulares no campeonato insular, esteve sempre à partida do Rali da Madeira, o que fará este ano pela 42ª vez, e é o recordista de presenças na organização do Club Sports da Madeira. Camacho foi campeão regional Master em 2025 e, nesta fase, é segundo naquela competição em 2026.

Manter pressão nos adversários

Armindo Araújo está mais uma vez do Rali da Madeira, “para nós, uma prova sempre muito desafiante. Nos últimos anos temos conseguido mostrar um andamento muito rápido e vamos procurar manter essa consistência. Queremos sempre alcançar o melhor resultado possível e depois de um início de temporada em que os resultados acabaram por não serem os que desejávamos, vamos dar o nosso melhor e manter a pressão nos nossos adversários. Gostamos muito do Rali da Madeira e estamos com a motivação em alta para voltarmos a percorrer as estradas da ilha”. Araújo, 48 anos de idade, fez a sua estreia em ralis em 2000 com um Renault Clio 1.8 16V. Passou depois para um Citroën Saxo e venceu o troféu monomarca no ano seguinte. Desde então representou marcas como a Citroën, Mitsubishi, Hyundai e Skoda, e mesmo a Mini no WRC. Na sua carreira foi campeão mundial de Produção em 2009 e 2010 e campeão nacional absoluto por sete vezes, em 2003, de 2004 a 2006, 2018, 2020 e 2022. Em 2023 passou a tripular o atual Skoda Fabia RS Rally2, foi terceiro no CPR de 2025 e ocupa a sexta posição no Campeonato de Portugal de Ralis de este ano.

Vencer grupo RC5

André Freitas arranca para aquele que será o quarto Rali da Madeira da sua curta carreira com o objetivo “principal de chegar ao fim. No entanto, claro que gostaríamos de vencer o grupo RC5 e nas contas do Troféu Eng. Rafael Costa. Nesta prova haverá competição feroz mas vamos tentar andar na frente destas categorias. É um rali muito exigente, tanto ao nível técnico como físico pela grande quantidade de troços cronometrados que engloba. É necessário que estejamos bem, e também saber gerir nalgumas ocasiões para tentar atingir a linha de meta. A nossa viatura é muito fiável e já incorpora as últimas evoluções. É muito boa nesse aspeto e não nos deve causar preocupações”. Freitas tem 28 anos de idade e iniciou a sua carreira nos ralis em 2023 já com o modelo que atualmente tripula, Renault Clio Rally5. Ao longo dos seus quatro anos de competição tem estado sempre na discussão da liderança no grupo RC5 e, nesse timbre, também discutido o pódio do Troféu Eng. Rafael Costa. Com três vitórias no seu grupo, em 2026 é o líder daquele troféu que homenageia aquele que foi um grande vulto do automobilismo madeirense e nacional.

Motivo de orgulho

Laura Ferreira deverá ser a piloto da única equipa exclusivamente feminina à partida do próximo Rali da Madeira. Os seus objetivos são “os mesmos de sempre, tentar chegar ao final conseguindo nos superar a cada uma das classificativas. Num rali com as características deste, mais extenso e com classificativas mais longas, é já uma conquista chegar à meta. Estamos a fazer o “trabalho de casa”, a nos preparar bem, sobretudo para o calor que costuma estar aquando do evento”. A piloto diz que ser a única mulher à partida é “motivo de orgulho”, mas deixa o repto para que “tenhamos mais mulheres ao volante, temos de chamar mais mulheres para este desporto”. Com 27 anos de idade, Laura Ferreira deu os primeiros passos no automobilismo em 2023 com um Toyota Yaris, Com esse mesmo carro, em 2024 esteve à partida de rampas e de dois ralis. Em 2025 surgiu ao volante de um Renault Clio Rally5, navegada pela sua irmã Inês que, por ser menor, teve de obter uma autorização especial da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting para ser titular de uma licença desportiva. Em 2026 alinhou nos ralis de São Vicente, Ribeira Brava e Calheta e é a 10ª classificada no Troféu Eng. Rafael Costa.

Pódio do CPR

Hugo Lopes regressa novamente ao Rali da Madeira, “a primeira prova que volto a repetir com o Hyundai i20N Rally2, em que já disponho de alguma experiência com o carro. Em 2025 esta não foi uma prova muito fácil com este carro mas agora temos evoluções que nos irão ajudar. Já dispomos de uma boa base de acertos à partida e isso facilitará. Com tudo isso, ambicionamos um pódio no CPR. Este é talvez o rali de asfalto de que mais gosto e, apesar de ter troços cronometrados novos, estou confiante. A ver se a sorte aparece…”. Lopes tem 29 anos de idade e deu os primeiros passos nos ralis em 2015. Competiu ao longo dos anos com várias viaturas de duas rodas motrizes e foi campeão nacional júnior em 2023 e 2024, ano em que também venceu a competição júnior do FIA European Rally Trophy e a Peugeot Rally Cup Portugal. Em 2025 defendeu as cores oficiais da Hyundai com um i20N Rally2, através do programa Junior Team da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, e venceu em Viseu o seu primeiro rali ao nível absoluto. Em 2026 volta a representar as cores da marca coreana mas tem tido várias dificuldades a condicionar os seus resultados.

Centro operacional no Porto do Funchal

O centro operacional do Rali da Madeira já está instalado na Gare Marítima do Porto do Funchal, instalações que serão este ano utilizadas pelo Club Sports da Madeira para o secretariado, direção de prova, colégio de comissários desportivos, sala de resultados e ainda para a sala de imprensa, antes de esta última mudar, nos dias de prova, para a Praça CR7, junto ao parque de assistência que, mais uma vez, estará na Avenida Sá Carneiro. As cerimónias de partida e entrega de prémios voltam a acontecer no pódio a ser colocado na Praça do Povo.

Pódio da categoria

Nuno Ferreira alinha, com um Lancia Ypsilon Rally4, no Rali da Madeira, naquela que é “uma época de aprendizagem e na qual temos vindo a evoluir, a nos tornar mais competitivos. Neste rali queremos manter a evolução e tentar lutar pelo pódio da categoria. Esta é uma prova muito especial, que nos exige uma outra postura, e que não vai ser fácil. Graças ao excelente trabalho da equipa, o carro e nós estamos aptos a aguentar a exigência. É um rali com a particularidade de as condições climatéricas poderem mudar rapidamente, poder ser uma lotaria. Esperemos que seja igual para todos”. Ferreira tem 42 anos de idade e estreou-se nos ralis em 2014 com um Ford Sierra RS Cosworth. Esteve ao volante desse carro até 2016 e em 2017 passou para os comandos de um Ford Escort RS Cosworth. Em 2019 adquiriu um Renault Clio R3T que manteve até ao ano passado. Durante esse período ainda utilizou nalgumas ocasiões o Ford Escort RS Cosworth. Disputou por várias vezes o pódio do escalão em que estava inserido. Em 2026 surgiu aos comandos da viatura com que alinha neste Rali da Madeira e com a qual tem exibido algumas boas prestações. É terceiro no campeonato regional de duas rodas motrizes.

Lutar num segundo pelotão

O açoriano Henrique Moniz regressa ao Rali da Madeira, agora com um Skoda Fabia Rally2 Evo,  e tem como objetivos “os mesmos das outras provas do campeonato nacional. Queremos evoluir adentro da nossa nova realidade. Este é um rali bastante exigente, com um incremento de quilómetros, e queremos sair daqui mais fortes. Neste momento, lutamos num segundo pelotão do CPR e temos conseguido um ritmo forte num ano de aprendizagem. Nesta prova existem muitos pilotos com viaturas RC2 e isso poderá animar ainda mais a disputa entre aqueles que têm carros menos recentes. Esta participação será um sonho concretizado”. Moniz tem 42 anos de idade e disputou o seu primeiro rali em 2006 com um Peugeot 106 S16. Em 2009 passou para os comandos de um Citroën C2 R2, viatura que utilizou até 2013. Depois, já num Citroën DS3 R3T, foi campeão açoriano de duas rodas motrizes em 2014 e 2015. Em 2024 apostou num Peugeot 208 Rally4 e o ano passado optou por deixar o arquipélago vizinho, disputou o CPR e foi vice-campeão nacional de duas rodas motrizes. Este ano tem disputado um lugar no top ten e é 10º classificado no campeonato nacional absoluto.

Recuperar confiança

Décio Perestrelo arranca para o Rali da Madeira com o objetivo de “rodar, depois do acidente na Calheta, e recuperar confiança. Queremos aproveitar a grande visibilidade mediática do evento e desfrutar de uma prova mítica. O ano estava a nos correr bem tanto no Troféu Eng. Rafael Costa como no grupo RC5 mas depois veio o acidente. Não acredito que sejamos tão rápidos nos primeiros quilómetros, vamos voltar a sentir o carro e, numa segunda fase, pensar em resultados. Este é também um rali de resistência, veremos no desenvolvimento da prova aonde nos situamos. A recuperação do carro é um processo que ainda demora e não deveremos poder testar antes”. Com 29 anos de idade, o piloto do Renault Clio Rally5 iniciou a sua carreira em 2025 já com este modelo. Desde a estreia em Santana, mostrou-se um dos pilotos mais rápidos da sua categoria e foi natural que concluísse o ano no terceiro posto da sua classe. Em 2026 voltou a somar bons resultados e liderava o Troféu Eng. Rafael Costa até ao Rali da Calheta, evento em que sofreu um violento despiste que danificou bastante a sua viatura e força a recuperação acelerada da mesma antes da prova mais importante do calendário.

Estar nos três primeiros da RC4

Tiago Nunes, com um Renault Clio Rally4, volta a participar no Rali da Madeira num ano em que “os resultados começam a aparecer e em que temos tido uma evolução progressiva. Gostaria muito de estar entre os três primeiros com viaturas do grupo RC4. As condições climatéricas serão determinantes pois sofri um pouco com o calor na Calheta e as mudanças climatéricas que costumam acontecer no Rali da Madeira trazem-me desvantagem pois, como estive fora da competição uns tempos, não estou tão habituado a alterar na estrada o acerto do carro. O facto desta edição surgir com itinerário alterado pode me ajudar pois não sofro como habitualmente com o desconhecimento do terreno em relação aos meus adversários”. O piloto tem 32 anos de idade e iniciou a sua carreira nos ralis em 2015 com um Toyota Yaris. No ano seguinte esteve ausente da competição e regressou em 2017 aos comandos de um Citroën C2 R2, viatura que manteve até 2019, após novo ano sabático em 2018, e com o qual esteve na discussão do pódio da sua classe. Seguiu-se nova paragem na sua carreira e o regresso numa rampa de 2025 com a sua atual viatura. Nunes tem vindo a evoluir as suas prestações e mantém-se como um dos favoritos na sua categoria no campeonato regional.

Chegar ao fim

Paulo Mendes arrancará para o Rali da Madeira, “como sempre, a tentar chegar ao final, a se divertir, e a tentar fazer o melhor resultado possível. Ao menos melhor que o ano passado em que a prova não nos correu bem. Este ano teremos classificativas diferentes e isso obriga-nos a trabalho redobrado. Montamos no carro um kit específico para rali e ainda estamos em fase de ajustes de componentes muito específicos. Ainda não notei grandes diferenças mas a frente está muito mais segura. Esperemos que o clima colabore para não termos o eterno problema da escolha de pneus. Para estas viaturas só existem pneus moles ou duros. Não há intermédios…” Paulo Mendes tem 62 anos de idade e disputou o seu primeiro rali em 2014 com um Porsche 997 GT3. Tem conciliado ao longo dos anos a presença em rampas com ralis e pauta-se por prestações rápidas mas sempre determinadas por uma grande constância. Venceu a classe RGT no campeonato madeirense em 2021 e 2023. Há dois anos estreou a sua atual viatura, Porsche 992 GT3, modelo que foi o primeiro piloto na Europa a utilizar na modalidade. Em 2025 foi segundo no seu grupo no campeonato madeirense e em 2026 apenas alinhou no Rali da Calheta.

Páginas

Subscreva Feed da página inicial