Ambição de ganhar o rali

Kris Meeke regressa, novamente com um Toyota GR Yaris Rally2, ao Rali da Madeira, e está “muito feliz por regressar à ilha devido não só ao rali mas tudo o que envolve, a beleza natural, a hospitalidade ou o clima. Voltamos com o mesmo carro e não escondo a ambição de ganhar o Rali da Madeira. Tentei bastante o ano passado mas tivemos um furo. Este ano não temos que nos preocupar com nenhum campeonato mas continua a ser um grande desafio. É um rali enorme, muito técnico e específico, único, mas todos sabemos que é difícil bater quem vive na ilha e conhece as estradas. De qualquer forma, o Diego Ruiloba venceu nos dois últimos anos. Vou dar o meu melhor mesmo se este ano há algumas estradas que não conheço. Estou excitado com o desafio”. Nascido em Dungannon, Irlanda do Norte, o britânico Meeke conta 47 anos de idade e a sua estreia nos ralis aconteceu em 2000 com um Peugeot 106 GTi. Piloto “apadrinhado” por Colin McRae, esteve com viaturas S1600 entre 2003 e 2006 no JWRC. Voltou à ribalta internacional em 2009, pela mão da Peugeot, e levou o 207 S2000 ao titulo no IRC. Entre 2015 e 2019 esteve no WRC representando a Citroën e Toyota, tendo vencido 4 ralis no campeonato mundial. Campeão nacional em 2024 com um Hyundai i20N Rally2, campeonato em foi vice-campeão o ano passado já com um Toyota GR Yaris Rally2.

Tentar andar nos três primeiros

Alexandre Camacho alinha neste Rali da Madeira com um Skoda Fabia RS Rally2 e pretende “tentar andar nos três primeiros lugares. Espero estar mais competitivo que na última prova e conseguir rodar nesse ritmo. Obviamente que teremos sempre olhos postos na vitória. No entanto, a concorrência é muito forte e, ao lutar pelo pódio, estaremos muito próximo da frente da corrida. Temos dado passos importantes nesse sentido, vindo a melhorar e seremos ainda mais fortes. Até agora temos descoberto um carro novo e ficamos mais rápidos com os quilómetros. Será a forma de agradecer a confiança dos nossos patrocinadores”. Camacho tem 46 anos de idade e participou pela primeira vez num rali em 2001 com um Toyota Yaris. Venceu o FIA European Rally Trophy em 2018 e foi campeão regional sete vezes, em 2008 e 2009 com Peugeot 207 S2000, 2015 em Porsche 997 GT3, 2017 num Peugeot 208 T16, 2018 e 2019 ao volante de um Skoda Fabia R5 e em 2023 usando Skoda Fabia Rally2 Evo. Com seis triunfos, é o recordista de vitórias no Rali da Madeira. Participou em 2025 com um Hyundai i20N Rally2 e este ano surge com um carro da italiana Delta ao qual se adaptou nos ralis da Ribeira Brava e Calheta.

Um ícone do automobilismo dá as boas-vindas ao Rali da Madeira no Plaza Madeira

A contagem decrescente para o Rali da Madeira 2026 ganhou um novo destaque no centro do Funchal com a exposição de uma emblemática viatura de competição no Plaza Madeira. Em exibição encontra-se um Porsche 911 SC, de 1978, equipado com um motor de 3.000 cm³, um verdadeiro clássico do automobilismo que chegou à Madeira proveniente de Itália e que acumula um vasto historial em provas de ralis. A viatura é já bem conhecida do público madeirense, tendo participado em diversas provas, concretamente em edições do Rali Madeira Legend, onde conquistou a admiração dos aficionados pela modalidade. O automóvel pertence a Paulo Domingos, piloto que este ano desempenhará a importante função de condutor do Carro 0 do Rali da Madeira, ao volante de um Porsche.  A exposição desta viatura resulta de uma parceria entre o Club Sports da Madeira e o Plaza Madeira, uma colaboração que se tem consolidado ao longo dos últimos anos e que permite aproximar o Rali da Madeira da população e dos muitos visitantes que passam diariamente pelo centro comercial. A organização convida todos os entusiastas do desporto automóvel a visitarem o Plaza Madeira e a conhecerem de perto este Porsche 911 SC, um automóvel que representa uma parte importante da história dos ralis e que constitui um excelente "aperitivo" para a 67.ª edição do Rali da Madeira, que arranca já na próxima semana.

Bilhetes para as bancadas da Super-Especial já estão à venda

Os bilhetes para as bancadas da Super-Especial Cidade do Funchal, prova inaugural do Rali da Madeira 2026, já se encontram disponíveis para venda no Secretariado da Prova, instalado na Gare Marítima do Funchal, onde funciona o Centro Operacional do evento. À semelhança de edições anteriores, foram preparadas bancadas, distribuídas ao longo do percurso da classificativa, permitindo ao público assistir à competição em diferentes pontos estratégicos do traçado, com excelentes condições de visibilidade e segurança. Os ingressos têm um preço compreendido entre 20 € e 30 €, consoante a bancada escolhida. Cada bilhete identifica a respetiva bancada, permitindo um controlo eficaz dos acessos e garantindo uma experiência mais confortável para os espetadores. A localização de todas as bancadas pode ser consultada no mapa oficial da prova, disponível no Secretariado e nos canais oficiais do Rali da Madeira. Atendendo à elevada procura habitual para a Super-Especial Cidade do Funchal, a Comissão Organizadora recomenda que os interessados adquiram os seus bilhetes com antecedência, uma vez que o número de lugares é limitado. A Super-Especial Cidade do Funchal realiza-se na quinta-feira, 30 de julho, às 19h30, marcando o arranque da 67.ª edição do Rali da Madeira e prometendo, uma vez mais, proporcionar um espetáculo único aos milhares de adeptos que todos os anos acompanham a prova.

Máximo de pontos para o CPR

Rúben Rodrigues volta ao Rali da Madeira com o Toyota GR Yaris Rally2 e tem como objetivo “dar continuidade ao que temos vindo a fazer no campeonato nacional e garantir o máximo de pontos. É uma prova difícil, em que ainda acuso algum desconhecimento mas da qual espero levar um bom resultado. A Madeira é sempre difícil, com classificativas muito técnicas e exigentes, mas esperamos ser mais competitivos que em 2025. Estivemos na Calheta e foi um excelente teste, as alterações foram positivas e demos um passo adiante. Quero honrar os patrocinadores que nos ajudaram neste projeto muito complicado de montar.” O piloto da Auto Açoreana tem 41 anos de idade e iniciou-se nos ralis em 2009 ao volante de um Citroën Saxo Cup. Toda a sua carreira como piloto foi construída “a pulso” e em 2018 e 2019 sagrou-se campeão açoriano de duas rodas motrizes aos comandos de um Peugeot 208 R2 e de um Peugeot 208 Rally4. Em 2021 passou para o volante de um Citroën C3 Rally2, obteve a sua primeira vitória e também o seu primeiro titulo regional absoluto. Voltaria a ser campeão em 2023 e 2024 com duas versões do Skoda Fabia, Rally2 Evo e RS Rally2. Em 2025 “emigrou” para o campeonato nacional e mostrou em várias ocasiões a velocidade já mostrada no arquipélago vizinho. Este ano mantém a mesma viatura e, com um bom conjunto de resultados, é o líder do CPR.

Comunicado

Lista de inscritos
Aprovada pela FIA e pela FPAK, foi publicada a Lista de inscritos ao Rali da Madeira 2026. A Comissão Organizadora deliberou não excluir nenhum concorrente com inscrição válida, pelo que deverão ser 86 concorrentes a comparecer às verificações administrativas e técnicas. Apesar das solicitações por parte da Organização, todos os concorrentes inscritos com viaturas com homologação FIA caducada não manifestaram vontade em retirar a sua inscrição da prova. Este número ultrapassa o limite máximo de 75 concorrentes previsto no Regulamento Particular da prova e foi necessário efetuar um aditamento para que um novo limite de 90 inscritos fosse contemplado. Nesse sentido, a lista de inscritos e os números atribuídos aos concorrentes respeitam as regras e os regulamentos FIA e FPAK, nomeadamente o Art. 12.3.3 do 2026 FIA Regional Rally Sporting Regulations, que determina que no Rali da Madeira 2026 “existem duas competições diferentes, com regulamentos específicos e formulários de inscrição distintos. A competição nacional decorrerá após o rali do Campeonato da FIA”. Os concorrentes com viaturas com homologação FIA valida estarão na competição FIA e FPAK. Todos os outros concorrentes apenas estarão na competição FPAK. Face ao exposto, os concorrentes com os números 1 a 57 são aqueles inscritos com viaturas com homologação FIA válida e a serem incluídos no Rali da Madeira a contar para o FIA European Rally Trophy de 2026. Os concorrentes com os números 60 a 89 serão igualmente elegíveis mas só para a prova FPAK.

86 inscritos no Rali da Madeira

Kris Meeke ostentará o número 1 no seu Toyota GR Yaris Rally2 na 67ª edição do Rali da Madeira, dentro de uma semana na estrada. O piloto britânico é o primeiro na lista de 86 inscritos esta tarde revelada pelo Club Sports da Madeira, clube responsável pela organização do evento desde a sua primeira edição, em 1959. A lista hoje tornada pública exibe não só uma grande quantidade mas um excelente painel de pilotos e máquinas que, certamente, tornarão esta nova edição de um sucesso elogiado há décadas nacional e internacionalmente. Do rol hoje tornado público constam 25 equipas com viaturas RC2 (Rally2 ou R5), 5 com RGT e ainda 22 em Rally4, o que, em condições normais, possibilitará aos muitos espetadores presenciarem durante cerca de uma hora a evolução de equipas com as melhores viaturas disponíveis nesta altura ao nível competitivo internacional. O Rali da Madeira contará com vedetas internacionais assim como com os pilotos que discutam as primeiras posições nos campeonatos nacionais e regionais e também aqueles de outras competições em cujo calendário  a prova está inserida. Para além de Meeke, estarão à partida do evento Giandomenico Basso, vencedor da prova em quatro ocasiões, e Diego Ruiloba, piloto a levar de vencida as duas últimas edições da prova dirigida por Filipe Sousa. Para além destes, nomes como os de Armindo Araújo, Miguel Nunes, Rúben Rodrigues, Pedro Almeida, José Pedro Fontes, Alexandre Camacho, o recordista de vitórias no rali, João Silva, Gonçalo Henriques, Miguel Caires, Ricardo Teodósio ou Hugo Lopes prometem muita competição para um apetecido lugar no lote dos dez primeiros classificados. Estes e outros concorrentes estarão ao volante de quase todas as marcas presentes no grupo RC2, Skoda, com várias versões do Fabia Rally2 e R5, Toyota GR Yaris Rally2, Citroën C3 Rally2, Hyundai i20N Rally2 e o mais recente Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale. Filipe Freitas, Gil Freitas, ou Paulo Mendes são referências nos esguios, ruidosos e muito eficientes RGT feitos pela Porsche e Alpine. A luta pela primazia no universo dos utilizadores de viaturas de tração dianteira será também emocionante. Contando com os pilotos que marcam o ritmo nesta categoria tanto ao nível nacional como regional, o Rali da Madeira contará  com o equilíbrio entre as viaturas RC4 e com a velocidade de pilotos como João Rodrigues, Hélder Miranda, Pedro Silva, Sandro Teixeira, Emanuel Martins, Nuno Ferreira, Carlos Ferreira, Tiago Nunes, Pedro Câmara ou Martim Nunes para prolongar a emotividade ao longo da longa caravana. A prova organizada pelo Club Sports da Madeira contará ainda coma presença de muitos outros pilotos com viaturas menos atuais ou vedetas do espetáculo como Cláudio Nóbrega em Datsun 1200, Miguel Gouveia com BMW E36, José Jarimba em Toyota Starlet ou Mário Oliveira com Ford Escort RS Mk II para que a festa seja plena em cada uma das passagens pelas 15 classificativas do programa. Razões de sobra para que uma população devotada aos ralis e os muitos forasteiros que fazem questão de estar presentes contem as horas que restam até ao arranque do próximo Rali da Madeira. Lista de inscritos disponível aqui.

Zeca é a mascote do Rali da Madeira

O Rali da Madeira passa a ter uma mascote oficial. O seu nome é Zeca e é uma criação do escultor Ricardo Veloza. A figura adota este nome e contém alusões a Zeca Cunha, o primeiro piloto madeirense a vencer a prova, em 1965 ao volante de um Triumph TR4. O Zeca passará a fazer parte do imaginário deste evento mítico do desporto automóvel e figurará em muito do merchandising alusivo ao evento que, a partir de este ano, estará disponível para os indefetíveis do Rali e para todas as coleções que lhe surgem associadas.

Rali da Madeira apresentado

A 67ª edição do Rali da Madeira foi hoje apresentada na Gare Marítima do Porto do Funchal. José Paulo Fontes, presidente do clube organizador, Club Sports da Madeira, e da comissão organizadora do evento, destacou “a alegria de vos receber naquele que é o novo centro operacional de uma prova cuja organização envolve mais de 1.400 pessoas. Esta é uma solução que liberta o centro da cidade para os seus utentes. Outra alteração é a atribuição da bancada da Rotunda Sá Carneiro na super-especial ao público em geral sendo os convidados canalizados para outras bancadas. A organização decidiu acolher todas as inscrições e o limite que tinha sido determinado no regulamento. Isto levará a que tenhamos problemas acrescidos de segurança, com uma maior duração de passagem dos concorrentes em cada classificativa pois teremos pelo menos hora e meia de evolução de equipas. O itinerário desta edição foi bem preparado, vamos passar quatro vezes no Parque Ecológico do Funchal, com muitas zonas às quais o público possa de deslocar antecipadamente para assistir. O rali está feito de forma que as pessoas possam de deslocar e assistir em segurança pois não deverá ser permitido abrir as estradas entre passagens. Vamos ter muitos bons pilotos, todos os que estão a disputar o campeonato nacional e madeirense, e ainda três estrangeiros, dois dos quais já aqui venceram, Diego Ruiloba e Giandomenico Basso, e outro que está muito desejoso de vencer, Kris Meeke. Esta foi uma aposta na qualidade e na competitividade. Para além do pódio, vai haver muita competição espalhada ao longo da caravana. No rali vão também estar muitas jovens promessas do automobilismo nacional. Apesar dos custos acrescidos, todos os pilotos querem estar presentes na Madeira”. Jorge Carvalho, presidente da Câmara Municipal do Funchal, destacou “o apoio financeiro concedido mas também a utilização dos recursos da autarquia, sejam eles físicos ou de recursos humanos e aqui devo deixar uma nota de reconhecimento da mobilização e disponibilidade dos funcionários. Para além da abertura do Parque Ecológico do Funchal teremos em campo também a nossa equipa de sensibilização ambiental a trabalhar no sentido de que o público tenha um bom comportamento também na proteção do ambiente. Destacamos a sensibilidade da organização para que a baixa e centro da cidade fossem libertados com a mobilização do centro operacional para o Porto do Funchal e ainda com o facto da Praça do Município surja “liberta” do parque fechado e surja disponível para os muitos visitantes que procuram aquele espaço nobre e de grande visibilidade do concelho. Estão reunidas as condições para o grande momento de festa que é o Rali. A disponibilidade do município é total no sentido de criar as condições de termos um evento de nível internacional. A cidade está com o Rali”. José Manuel Rodrigues, Secretário Regional da Economia, lembrou que “este é um rali que dispensa apresentações. Ao longo de décadas, afirmou-se como uma das referências do desporto automóvel na Região e conquistou um lugar de destaque nos calendários nacional e internacional desta modalidade. Isto resulta da qualidade da organização, das características únicas que a Madeira oferece a uma prova desta natureza, da mobilização de público e da qualidade dos pilotos que nela competem. A projeção mediática do evento leva o nome da Madeira a públicos que, de outra forma, não teriam contactos com este destino e de um território capaz de levar a efeito eventos de grandes dimensões como este rali com uma identidade muito própria. A prova tem consequências diretas na economia regional e leva as mesmas a muito concelhos da Região. É toda a nossa ilha e as suas imagens que percorrem todo o país e estrangeiro. Estão reunidas as condições para que o rali seja, e estou certo de que o será, um sucesso”. Na ocasião foi ainda apresentado Zeca, a mascote do evento.

Tentar discutir a vitória

José Pedro Fontes estará no Rali da Madeira com um Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale. Pretende, “tentar discutir a vitória à geral. Privilegiarei, no entanto, o resultado para o CPR pois é muito difícil discutir o triunfo absoluto tendo em conta o andamento dos madeirenses e estrangeiros. Este ano temos ainda o desafio de um carro novo. É um problema encontrar um setup adequado e tornar o carro competitivo. No entanto, a presença na Calheta serviu para aprender o carro e ter uma ideia do caminho a seguir. Estamos confiantes de que podemos ser competitivos. Historicamente, sou mais rápido no asfalto e as coisas correm bem na Madeira”. Fontes tem 50 anos de idade e militou em quase todas as disciplinas do desporto automóvel. Nos ralis fez a sua estreia em 1997 com um Seat Ibiza GTi. Defendeu marcas como a Fiat, a Renault e a Citroën e em 2026 representa a regressada Lancia. Foi campeão nacional em 2015 e 2016 ao volante de um Citroën DS3 R5. Nesse último ano também venceu o FIA Iberian Rally Trophy e, pela única vez, o Rali da Madeira. Este ano é líder na competição Master nacional e terceiro no Campeonato de Portugal de Ralis.

Andar o melhor que pudermos

Gil Freitas volta a participar no Rali da Madeira cum um Alpine A110 RGT+ e tem como objetivo “chegar ao final. Este é um rali grande, com muitas zonas novas que nos são desconhecidas e que nos exigirão cuidado. Ainda estamos em luta com o Artur Quintal pelo pódio do campeonato absoluto, vamos andar o melhor que pudermos. Não nos vamos preocupar com o universo dos RGT assim como, dado o nosso avanço, também não é nossa preocupação a competição Master. Estamos apreensivos com o sistema de travagem nesta prova e temo que possa nos dar problemas em especiais como a do Ribeiro Frio. Eventuais mudanças climáticas podem nos dificultar pois só podemos mudar de pneus na assistência”. O piloto tem 60 anos de idade e começou nos ralis em 2013 com um Opel Kadett GT/E. Nesse mesmo ano rapidamente mudou para um Opel Ascona 400 e na temporada seguinte passou a dispor de um Porsche 997 GT3, que manteve até 2016 e com o qual foi campeão nacional do grupo em 2015 e venceu o troféu AMAK entre 2014 e 2016. Em 2017 esteve aos comandos de um Citroën DS3 R5 mas logo no ano seguinte voltou  aos Porsche, já com um 991 GT3. Em 2024 experimentou no Rali da Madeira um Alpine A110 RGT,  modelo com que alinhou também em 2025 e em 2026 usa a tempo inteiro no campeonato regional, em que é quarto classificado.

Lutar nas duas rodas motrizes

Sandro Teixeira parte para o Rali da Madeira “a tentar lutar pelas melhores posições adentro das duas rodas motrizes. Vamos para lutar. Queremos terminar aquele que é um rali longo mas vamos no preparar para tentar lutar pela vitória. Neste rali teremos ainda mais adversários interessantes, isso trará maior disputa, mas não gosto das coisas facilitadas, gosto de disputa. No campeonato não estava à espera de uma adaptação tão rápida do nosso principal adversário. Dispomos de carros diferentes e, numa ilha com o relevo da nossa, a sua viatura tem vantagem em muitas ocasiões”. Sandro Teixeira conta 41 anos de idade e fez a sua estreia em ralis em 2022 com um Toyota Yaris. Ainda nesse ano, passou então para os comandos de um Citroën C2 R2 que utilizou durante mais duas temporadas. Obteve sempre bons resultados adentro da classe e em 2024 foi o segundo classificado no Troféu Eng. Rafael Costa. O ano passado passou para o volante do atual Peugeot 208 Rally4 e foi segundo no campeonato madeirense para utilizadores de viaturas de duas rodas motrizes, posição que volta a ocupar nessa mesma competição em 2026.

Amealhar pontos

Pedro Almeida regressa, com um Toyota GR Yaris Rally2, ao Rali da Madeira com “objetivo simples, amealhar pontos para o campeonato. É uma prova muito difícil e em que tenho o handicap de não ter participado nos últimos anos. A presença na Calheta não deu grandes indicadores e estamos a trabalhar para que possamos ter outro ritmo. Só podemos pensar no campeonato nacional, não podemos lutar com pilotos que visam especificamente a vitória absoluta. Nós enfrentamos mais dificuldades devido à falta de conhecimento e especificada do rali. Almeida tem 28 anos de idade e fez a sua estreia nos ralis em 2014 com um Renault Twingo R2 e manteve esse carro até 2016, ano em que passou a ter participações regulares. Em 2017 alternou entre um Renault Clio R3 e um Skoda Fabia S2000 e venceu pela primeira vez um rali à geral. Nos dois anos seguintes utilizou Ford Fiesta R5 e Skoda Fabia R5. Em 2020 e 2021 esteve aos comandos de um Peugeot 208 Rally4 e nesse período foi vice-campeão nacional júnior e quarto no Volant Peugeot. Entre 2022 e 2024 dispôs de Skoda Fabia Rally Evo e em 2025 de um mais recente Skoda Fabia RS Rally2. Em 2026 venceu o Rali de Lisboa e é segundo no CPR.

Pensar em evoluir

O micaelense Pedro Câmara faz a sua estreia no Rali da Madeira, “aquele que será, na prática, também o meu segundo rali em asfalto. Estou ciente da minha pouca experiência e não vou apontar a resultados específicos, vou procurar continuar a minha evolução. Tenho imenso gosto em participar neste rali, é um sonho que concretizo. Contudo, esta é uma prova bastante difícil, com muitos quilómetros, mas estradas brutais e com um público a que ninguém pode ficar indiferente. Queremos aprender o mais rápido possível e vamos testar antes do evento para nos ajustarmos e tirarmos algumas ilações. Irá ser um rali muito exigente mas estamos confiantes num bom trabalho”. Filho do piloto com o mesmo nome, Pedro Câmara tem 19 anos e estreou-se nos ralis em 2025 ao volante de um Renault Super 5. O piloto depois foi eleito para o FPAK Junior Team e alinhou em várias provas com um Peugeot 208 Rally6 com o qual esteve sempre na frente do seu escalão. 2026 é um ano de aposta forte na sua carreira e tem se divido entre o campeonato açoriano com um Opel Corsa Rally4 e a copa ibérica da Peugeot com um Peugeot 208 Rally4. É líder da Peugeot Rally Cup Ibérica, terceiro classificado absoluto no campeonato dos Açores e quarto no CPR de duas rodas motrizes.

Melhor resultado possível

Hélder Miranda estreia-se no Rali da Madeira, uma prova em que “o objetivo é vencer para o campeonato nacional mas em que, realisticamente, devemos pensar no melhor resultado possível. Esta é a minha estreia na ilha, numa experiência nova pois nas ilhas só competi em terra nos Açores. Não sou tão rápido no asfalto quanto sou em terra. Sinto-me limitado pois também temos muito poucos quilómetros em testes neste piso. Aqui efetuarei mais um teste e devo surgir mais adaptado. Apesar da debilidade no asfalto, o nosso campeonato tem sido positivo e vamos tentar mua boa posição final”. Miranda conta 45 anos de idade e iniciou-se nos ralis em 2009 com um Ford Escort Mk IV. No ano seguinte passou para os comandos de um Seat Ibiza GTi 16V que manteve até 2016 e com o qual participou maioritariamente em provas regionais do norte do país. Nos dois anos seguintes usou um Citroën C2 R2 Max Entre 2019 e 2024 alternou entre um Renault Clio R3T e um Seat Ibiza. O ano passado mudou para o atual Peugeot 208 Rally4 e passou a militar nas provas do Campeonato de Portugal de Ralis. Em 2026 lidera a Peugeot Rally Cup Portugal e é segundo no campeonato nacional de duas rodas motrizes.

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