La Vie Funchal “em modo” rali

O La Vie, habitual parceiro do Rali Vinho da Madeira, está a colaborar com a organização na promoção da prova. No centro comercial estão em exposição três viaturas: Um Mitsubishi, habitualmente utilizado como viatura de segurança, um Renault 5 e o Ford Escort Cosworth de 1994 de Rui Conceição, que se destacou recentemente vencendo a categoria Regularidade SportPlus na Volta à Ilha - Rally Histórico. Os aficionados das provas de rali poderão ver de perto estas máquinas até ao próximo dia 4 de agosto. No âmbito da parceria, o La Vie Funchal disponibiliza toda a informação sobre a prova deste ano nos diversos elevadores do centro comercial. A partir de 2ª feira estará também disponível na receção do piso 2 a revista do RVM 2019.

Gil Freitas: “Excelente seria estar entre os dez primeiros”

A presente temporada tem sido para Gil Freitas “quase para esquecer. Naquela que, no fundo, é a nossa primeira época com o Porsche 991, em dois ralis tivemos furos, o que num dos casos forçou o abandono,, noutro uma distração levou-nos a abordar uma curva mais tarde e dar um toque e em Machico um problema na bomba de gasolina provocou danos no motor que, desde então, está a debitar menos 40 ou 50 cavalos do que devia. No Rali Vinho da Madeira também não temos sido muito felizes e em cinco participações só terminamos uma. Nesse contexto, queremos em 2019 concluir a prova adotando uma toada rápida e tentando vencer o grupo. Excelente seria terminar entre os dez primeiros”. Gil Freitas estreou-se nos ralis apenas em 2013 mas desde as suas primeiras participações que se tem feito notar. Depois do Opel Kadett GT/E da estreia, o piloto tripulou um Opel Ascona 400 e um Citroën DS3 R5 mas tem sido ao volante de duas versões de Porsche 911 GT3 que tem atingido os seus melhores resultados. Freitas foi campeão nacional do grupo RGT em 2015 e já venceu ao nível absoluto duas provas do Campeonato da Madeira de Ralis Coral.

Paulo Nunes: “Ser o mais rápido no RC4”

Paulo Nunes começou o ano “a pensar competir nos VSH com o Citroën Saxo mas, como o carro dispunha de homologação, acabamos por fazer um maior investimento para nos batermos com os melhores no grupo RC4. Posteriormente surgiu a hipótese de estarmos ao volante do Peugeot 208 R2 e adoramos a experiência no Faial. No Rali Vinho Madeira vamos partir ao ataque pois queremos ser os mais rápidos do grupo na primeira etapa e depois tentar aguentar no último dia de forma a podermos ganhar e nos tornarmos campeões”. Paulo Nunes tem 50 anos e começou nos ralis ainda nos anos 80 do século passado. Tripulou uma grande quantidade de viaturas e desde cedo ficou conhecido por extrair o máximo rendimento dos carros que tripulava e “voar baixinho”.  Está aos comandos de um Citroën Saxo há já muitos anos e foi com este modelo que foi campeão de VSH em 2016. Em 2018 venceu a competição monomarca disputada com Citroën DS3 R1 e este ano, em que guia um Peugeot 208 R2 apenas no Faial e no Rali Vinho da Madeira, venceu por duas vezes e é segundo classificado no grupo RC4.

Pedro Paixão: “Ser o mais jovem vencedor de sempre”

Para Pedro Paixão o balanço da temporada “é mais ou menos positivo. Esta é a minha primeira época a tempo inteiro com um R5 e batemos o recorde de algumas classificativas, estivemos na luta pela vitória em dois ralis e os outros três foram de aprendizagem. O Rali Vinho da Madeira é muito longo e existem muitos fortes candidatos à vitória, pelo que existe muito trabalho a fazermos. Não posso, contudo, esconder que gostaria de me tornar, já nesta edição, o mais jovem vencedor de sempre da prova”. Paixão tem 24 anos, passou pelo karting, e iniciou-se nos ralis em 2016 com um Toyota Yaris. Passou pelo volante de várias viaturas do grupo RC4 mas foi aos comandos de um Renault Clio R3 que venceu o campeonato da classe nos dois últimos anos. Desde o final de 2018 que tripula um Skoda Fabia R5, já liderou este ano vários ralis do campeonato regional e é, nesta altura, terceiro classificado do Campeonato da Madeira de Ralis Coral.

60 anos de Rali: o Rali nos anos 1990

No dealbar da década de 1990 já não havia a famosa Noite do Rali, abolida por razões de segurança mas os madeirenses aumentaram de número naquelas que eram ainda chamadas estradas florestais. Com a Madeira já muito transformada pela chegada dos fundos europeus, as estradas e provas especiais surgiam muito melhoradas e até tinha desaparecido o empedrado que durante anos fez a delícia dos espetadores e atormentou concorrentes e fornecedores de pneus. Tal como em muitas edições anteriores, os anos 1990 foram, no Rali Vinho Madeira, palco do domínio quase perfeito de pilotos italianos. Fabrizio Tabaton ganhou a prova em 1990 e 1991 com os Lancia da sua HF Grifone e Andrea Aghini, primeiro com o “Deltona” e depois com carros da Toyota foi o primeiro em 1992, 1994 e 1998. Numa das vezes, no triunfo intercalar e com um Celica GT Four, o piloto conseguiu a notável proeza de ganhar todas as provas  especiais duma mesma edição. Um recorde que perdura e, face à atual competitividade, deverá ser difícil de bater. Outro italiano a dar cartas entre nós foi Piero Liatti com vários modelos da Subaru Italia. As suas prestações em vários ralis internacionais como o da Madeira, onde ganhou em 1995 com um Impreza, permitiram-lhe a entrada na equipa oficial da marca. Posteriormente, fez algumas “perninhas” entre nós e venceu em 1997. No último ano da década e também com um Subaru Impreza WRC foi a vez do belga Bruno Thiry, que tornou-se um dos habituais nas listas de inscritos, ser primeiro. No entanto, um dos factos mais marcantes destes anos foi o regresso dos pilotos portugueses ao livro de ouro da prova. Depois de várias fortes apostas, Fernandes Peres conseguiu bater toda a concorrência nacional e estrangeira ao impor o Ford Escort Cosworth azul e amarelo. Sentado a seu lado estava o madeirense Ricardo Caldeira e este triunfo foi ainda motivo de maior júbilo para toda uma população. Também com um carro da marca da oval, mas três anos antes de Peres, Patrick Snijers obteve o seu último sucesso na ilha.

RVM promove formação para médicos e enfermeiros

A menos de uma semana do arranque do Rali Vinho Madeira, a equipa de médicos e enfermeiros, destacados para a edição de 2019, irá participar numa formação na sede dos Bombeiros Sapadores do Funchal. O objetivo é rever procedimentos básicos de socorro avançado em vítimas encarceradas. Este tipo de formação é importante numa prova com a dimensão e a envolvência do Rali Vinho Madeira. As especificidades dos materiais, dos equipamentos e das viaturas obriga a procedimentos diferentes, pelo que é essencial uma adequada preparação dos meios de segurança e socorro.  A formação, que terá lugar amanhã, será apresentada por uma equipa dos Bombeiros Sapadores e aposta sobretudo numa vertente pratica.

"Pepe" Lopez: “Muito motivados”

Em 2019, Pepe Lopez está “muito satisfeito da forma como está a correr a temporada até este momento. Creio que temos feito um bom trabalho tanto no S-CER (Supercampeonato de Espanha de Ralis) como no CERA (Campeonato de Espanha de Ralis de Asfalto). Estamos muito contentes com o trabalho da Citroën, da Sports&You, e também com o trabalho conjunto realizado entre mim e o Borja Rozada (meu co-piloto). Vamos muito motivados ao Rali Vinho da Madeira. Agradeço à organização por ter pensado em nós para participar numa prova tão emblemática como esta. É muito especial para mim, pelo contexto profissional onde me encontro, correr diante do público português. Espero que seja um rali bonito, que possamos desfrutar e que possamos demonstrar um bom nível desportivo". José Maria “Pepe” Lopez completa 24 anos em agosto e corre em ralis desde 2012. A sua primeira temporada em pleno foi em 2014, ano em que começou a dar nas vistas com um Ford Fiesta R2. No ano seguinte passou para o volante de um Peugeot 208 R2 e obteve várias vitórias na classe. Em 2016 venceu o Volant Peugeot em França, título que lhe valeu a entrada na Peugeot Rally Academy, estrutura com a qual disputou o ERC. Em 2018 passou a estar aos comandos de um Citroën C3 R5 e este ano tem tido uma época muito forte, em que já soma quatro triunfos, um deles no Rally Islas Canarias.

Casino da Madeira parceiro do RVM

No próximo dia 30 de julho, terá lugar a sessão de autógrafos das equipas inscritas na edição 60 do Rali Vinho Madeira. O Casino será o palco desta iniciativa, que oferece a possibilidade aos fãs de ver de perto as viaturas e os pilotos. Para receber as equipas e o público em geral o Casino da Madeira, parceiro do RVM, preparou um menu especial para jantar: O Buffet Rali, servido no restaurante RIO, antes da sessão de autógrafos. As reservas deverão ser efetuadas atempadamente.

Alterações na lista de inscritos

Após a entrega da lista de inscritos na FPAK-Federação Portuguesa de Automobilismo de Karting, esta entidade informou a Comissão Organizadora do RVM, que a viatura do concorrente número 27, Luís Pimentel/Nuno Moura- Porsche 911 GT3, não possui ficha de homologação admitida pela FIA. Face a esta situação o concorrente Luís Pimentel/Nuno Moura, passa a integrar a lista de inscritos do Campeonato da Madeira Coral de Ralis, com o número 52, reposicionando-se todos os restantes concorrentes nesta lista de inscritos, a partir deste número. Na lista de inscritos do ERT/IRT, foi excluído o referido concorrente número 27, atribuindo a Organização do RVM, novos números aos concorrentes após o número 26 da lista. http://ralivm.com/2019/pt/event/lista-inscritos http://ralivm.com/2019/pt/event/lista-inscritos-crm

Ricardo Gonçalves: “Voltarmos a mostrar a nossa rapidez”

Para Ricardo Gonçalves, “o balanço da época até agora não é, naturalmente, positivo, dadas as inúmeras dificuldades que a equipa tem atravessado. Não obstante as contrariedades, nunca “atirámos a toalha ao chão” e, insistentemente, temos procurado inverter a situação. O trabalho árduo levar-nos-á à concretização dos merecidos resultados. A nossa expetativa é que voltemos a mostrar a nossa rapidez e regularidade, voltar aos bons registos nesta emblemática prova em que o Rali Vinho da Madeira assinala a sua 60ª edição e em que estaremos pela 13ª vez consecutiva”. Ricardo Gonçalves conta 44 anos de idade e esteou-se nos rali em 2007 com um Toyota Starlet. Afirmou-se tanto com esse modelo, como depois com o Toyota Yaris, em que esteve sempre na disputa das primeiras posições em competições monomarca. Em 2015 passou para o volante de Citroën C2 R2, modelo que ainda mantém, e foi com o pequeno carro francês que se impôs no Troféu Eng. Rafael Costa em 2017.

Joachim Wagemans: “O meu rali favorito”

O belga Joachim Wagemans está desejoso de chegar à Madeira e “ao meu rali favorito em que o ambiente e a atmosfera são únicos. O ano passado quisemos ganhar experiência e este ano temos objetivos mais fortes. Não só conhecemos melhor o percurso como o nosso carro está bem melhor e mais rápido. Em Ypres estivemos bastante bem e isso trouxe-nos mais confiança. Na Madeira o Peugeot estará ainda melhor que na Bélgica pois não são atingidas velocidades tão altas e não perdemos tanto para a concorrência com carros mais atuais. Apesar de tudo, temos consciência que vão estar à partida pilotos muito fortes e que os pilotos locais já detêm muita experiência nas classificativas”. Wagemans terá em setembro 25 anos e estreou-se na modalidade há quase sete. Tripulou até meados de 2018 viaturas R2 e foi com um Peugeot desse grupo quw impressionou na sua estreia na Madeira em 2017. Desde o Rali Vinho da Madeira de 2018 que dispõe de um Peugeot 208 T16 com que foi oitavo no Renties Ypres Rally disputado no final de junho.

Filipe Freitas: “Com nova ambição”

2019 foi até agora para Filipe Freitas “uma época em que não partimos com grande ambição. O nosso carro manifestou alguns problemas de juventude e encaramos as participações na perspetiva de ganhar experiência. No Faial não dispúnhamos dos pneus adequados às condições climatéricas e optámos por abandonar. Agora, a partir do Rali Vinho Madeira e com o Porsche já na sua plenitude, estamos apostados em conseguir melhores resultados e em lutar pelas vitórias entre os RGT e em boas classificações à geral”. Filipe Freitas nasceu em 1972 e iniciou-se nos ralis em 1998. No ano seguinte passou para o volante de um Citroën Saxo e mostrou-se um dos pilotos mais rápidos na competição monomarca disputada com aquele modelo. Desde então já passou pelos comandos de inúmeras viaturas e foi colecionando triunfos tanto ao nível absoluto como da classe e do grupo. Tem até agora como pontos mais altos da sua carreira a conquista do título regional de ralis em 2013 e 2016.

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