Como vai o FIA Iberian Rally Trophy?

O Rali Vinho da Madeira integra o FIA European Rally Trophy através da zona ibérica desta competição, FIA Iberian Rally Trophy. Este troféu começou no final de fevereiro com o português Rali Serras de Fafe. O espanhol Dani Sordo trouxe ao nosso país um Hyundai i20 R5 e não deu quaisquer hipóteses à concorrência. Nas posições imediatas ficaram os melhores no campeonato português da modalidade, Ricardo Teodósio, Miguel Barbosa, Ricardo Moura e José Pedro Fontes. Um mês depois, o Rallye Sierra Morena, centralizado em Córdoba, marcou a primeira etapa espanhola desta competição. “Pepe” Lopez foi o vencedor na frente de dois pilotos com Hyundai i20 R5, Ivan Ares e Surhayen Pernia. Roberto Blach, num Citroën C3 R5, foi quarto na frente do espetacular Daniel Bendomas, em Peugeot 208 R2, e Emma Falcon num outro Citroën C3 R5. Quase a meados de maio, Tenerife e o Rally Villa de Adeje, uma novidade do troféu deste ano, receberam o terceiro dos seis eventos que compõem o calendário. Na ilha canária mais próxima da Madeira foram os Hyundai i 20 R5 a ditar as leis com Ivan Ares a triunfar na frente de José António Suarez e Surhayen Pernia e Francis Lopez. Após o Rali Vinho da Madeira ficarão por cumprir os ralis Princesa de Asturias em setembro e Casinos do Algarve em novembro. Classificação: 1º Ivan Ares, 70; 2º “Pepe” Lopez, 38; 3º Daniel Sordo, 32; 4º José António Suarez, 30; 5º Alejandro Calderon e Surhayen Pernia, 25; 7º Ricardo Teodósio, 24; 8º Miguel Barbosa e Roberto Blach, 20; 10º Francisco Lopez, 19; 11º Ricardo Moura e Emma Falcon, 16; 13º Domingo Guerra, 15; 14º José Pedro Fontes, 13; 15º Gustavo Espinel, 11; 16º Bruno Magalhães, 10; 17º Armindo Araújo, 6; 18º Alberto Heller Ancarola, 5; 19º José Macias, 4; 20º Pedro Heller Ancarola, 2; 21º Pedro Almeida, 1.

Como vai o Campeonato de Portugal de Ralis?

O Campeonato de Portugal de Ralis teve início quase no final de fevereiro com o Rali Serras de Fafe. No que toca ao campeonato nacional, Ricardo Teodósio foi soberano e terminou com importante vantagem para Miguel Barbosa, segundo. Ricardo Moura perdeu muito tempo com a sua ordem de partida e completou o pódio. José Pedro Fontes foi quarto na frente de Bruno Magalhães que ali regressou à competição em Portugal. A competição rumou passado um mês a São Miguel e no Azores Rallye imperou o piloto “da casa”, Ricardo Moura. Já a grande distância do vencedor, Bruno Magalhães bateu Ricardo Teodósio num interessante duelo pelos dois lugares mais baixos do pódio. Miguel Correia e António Dias completaram o lote dos cinco primeiros classificados. Já no começo de maio, Mortágua recebeu a caravana do CPR para uma prova com luta entre quatro pilotos pelo triunfo. José Pedro Fontes estava na frente mas despistou-se já bem perto do final, deixando caminho livre para que Ricardo Teodósio obtivesse a sua segunda vitória do ano. Na segunda posição quedou-se Armindo Araújo, na frente de Miguel Barbosa. Pedro Meireles foi quinto com o VW Golf GTi R5 antes desta unidade também ter sido afetada pelos princípios de incêndio que marcaram os primeiros meses do modelo. No final de maio a competição voltou à estrada para o Vodafone Rali de Portugal. Na prova também a contar para o WRC foi Armindo Araújo quem marcou o ritmo e subiu mais alto num pódio em que Bruno Magalhães e Ricardo Teodósio voltaram a ocupar, por esta ordem, os lugares mais baixos. Pedro Almeia e Diogo Salvi ocuparam as posições imediatas. Na terceira semana de junho o campeonato foi a Castelo Branco. Armindo Araújo repetiu o sucesso da prova anterior após um animado despique com Ricardo Teodósio, segundo. Miguel Barbosa bateu José Pedro Fontes numa luta semelhante pelo terceiro posto. Bruno Magalhães ocupou a quinta posição. Após o Rali Vinho Madeira, em que Pedro Meireles regressa com o renovado VW, ficam por cumprir três ralis, Terras d’Aboboreira, Vidreiro e Casinos do Algarve. Classificação: 1º Ricardo Teodósio, 109,18; 2º Armindo Araújo, 87,44; 3º Bruno Magalhães, 65; 4º Miguel Barbosa, 56,82; 5º Ricardo Moura, 46,39; 6º Pedro Almeida, 42; 7º José Pedro Fontes, 38,18; 8º António Dias, 27; 9º Miguel Correia, 22; 10º Paulo Meireles, 18; 11º Gil Antunes, 15; 12º Daniel Nunes, 15; 13º Pedro Meireles, 14,42; 14º Hugo Lopes, 13; 15º Diogo Salvi, 12; 16º Joaquim Alves, 12; 17º Manuel Castro, 9; 18º Paulo Neto, 9; 19º José Merceano, 3; 20º Filipe Nogueira, 2; 21º Manuel Pinto, João Marcelino, Rafael Cardeira, Paulo Caldeira, Hugo Araújo, Francisco Esperto e Nuno Caetano, 1.

Como vai o Campeonato da Madeira de Ralis Coral?

O campeonato madeirense de ralis teve início a meados de março em São Vicente. Ali, Alexandre Camacho manteve o ascendente da época anterior e João Silva aproveitou da melhor forma os problemas de Miguel Nunes no acerto do Hyundai i20 R5 para ser segundo classificado. Outro piloto a se debater com dificuldades na sua viatura foi Pedro Paixão, quarto na frente de Rui Pinto. Cerca de um mês depois, Machico marcou o regresso aos triunfos de Miguel Nunes. O piloto do Hyundai soube manter a cadência certa e estar no lugar certo para aproveitar um erro de Pedro Paixão, líder durante muito tempo, e um problema mecânico de Alexandre Camacho quando tentava passar para a frente. João Silva desistiu e Rui Pinto cortou a meta na quarta posição. A meio de maio o campeonato rumou à Calheta para nova vitória expressiva de Alexandre Camacho. Miguel Nunes foi segundo e Rui Pinto terceiro depois de ter ultrapassado na última classificativa Pedro Paixão. Já no começo de junho, Miguel Nunes reequilibrou as contas ao vencer na Ribeira Brava num rali em que na segunda etapa esteve imbatível. Alexandre Camacho terminou na segunda posição e Pedro Mendes Gomes foi terceiro, beneficiados pelo abandono de Pedro Paixão, que rodou sempre muito perto do líder. Há cerca de três semanas, Alexandre Camacho voltou a fazer a balança pender a seu favor com novo triunfo em que teve que se empenhar para bater um muito motivado Miguel Nunes. Pedro Paixão completou o pódio na frente de José Pedro Fontes e Gil Freitas. Após o Rali Vinho da Madeira, o calendário local apenas prevê o Rali Municípios do Funchal e Câmara de Lobos. Classificação: 1º Alexandre Camacho, 126; 2º Miguel Nunes, 113; 3º Pedro Paixão, 71; 4º Rui Pinto, 48; 5º Bruno Fernandes, 38; 6º Vítor Sá, 35; 7º Gil Freitas, 34; 8º Artur Quintal, 22; 9º Paulo Mendes, 22; 10º João Silva, 20; 11º Paulo Nunes, 19; 12º Dinarte Baptista, 14; 13º Nuno Ferreira, 14; 14º Filipe Pires, 12; 15º Filipe Freitas e Luis Serrado, 10; 17º Renato Pita, 10; 18º Roberto Martins, 4; 19º Ilídio Sardinha, 4; 20º Bruno Coelho, 4; 21º Tiago Nunes, 3; 23º Narciso Andrade, Carlos Silva e Edgar Sousa, 2; 26º António Abel e Ricardo Gonçalves, 1.

Coordenação entre diversas equipas é fundamental para boa operacionalidade

Realizou-se esta tarde no centro operacional do RVM instalado no Madeira Tecnopolo uma reunião conjunta das equipas de controlo e segurança onde estiveram presentes o director da prova Pedro Araújo, o adjunto da direcção Filipe Sousa, o responsável pelo plano de segurança do rali Luís Madruga e o coordenador de controlos Mariano Silva. Durante a reunião foi dada ênfase à importância de haver uma estreita colaboração entre as partes para que seja garantida uma boa operacionalidade na estrada durante o rali.

FIA ERT: O que é e como funciona?

O FIA European Rally Trophy nasceu em 2014 e sucedeu à Taça da Europa de Ralis. Nos moldes atuais, este é um troféu europeu de ralis que está dividido em sete regiões geográficas. Existem as zonas Alpine, que engloba países como a França, Itália e Suiça, em torno dos Alpes, Balkan, integrando países como a Bulgária, Roménia, Turquia e Sérvia, ao longo dos Balcãs, Baltic, para países como a Letónia, Estónia e Suécia, banhados pelo Báltico, Benelux para Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo, Celtic, reservado à Irlanda e Reino Unido, Central, com países centrais como a Áustria, Rep. Checa, Croácia, Eslovénia, Polónia ou Alemanha, e ainda Iberian para Portugal e Espanha. Em todas estas zonas são obtidos campeões não só ao nível absoluto (ERT1) como ainda para viaturas RC2N e alguns RGT (ERT2), pilotos com viaturas de duas rodas motrizes (ERT3) e Junior, para pilotos com menos de 27 anos. De todas as zonas, os cinco primeiros classificados de cada escalão estão também apurados para a Final. É nessa Final que se atribui o título em todos os escalões. Em 2019 a Final terá lugar no Rallye International du Valais, a disputar na Suíça entre 16 e 19 de outubro mas nos dois últimos anos teve como palco o Rali Casinos do Algarve, em Portugal.

Alexandre Camacho: “Empenhados ao máximo”

A presente época em sido para Alexandre Camacho “aos altos e baixos. Ganhamos ralis e outros não, por uma razão ou outra mas também porque a concorrência é bastante forte. Este tem sido um campeonato bastante competitivo. Neste rali ambicionamos lutar pela vitória e ganhar pela terceira vez consecutiva. Será muito difícil isso acontecer pois estarão presentes muitos bons pilotos, uns sete ou oito no mesmo nível. Temos que estar empenhados ao máximo. Julgo que, vencendo, podemos ser campeões regionais e tal sucesso teria sabor duplo. Este é um rali “à parte” no campeonato em que pretendemos um bom resultado. Vamos trabalhar e lutar para isso”. Com 39 anos, Camacho realizou a sua estreia nos ralis em 2001 com um Toyota Yaris. Conquistou em 2018 o título no FIA European Rally Trophy e é o único piloto com notoriedade FIA a alinhar neste Rali Vinho da Madeira. O campeão regional de 2008, 2009, 2015, 2017 e 2018 é nesta altura o guia da classificação do Campeonato da Madeira de Ralis Coral.

Giandomenico Basso: “Espero poder lutar pela vitória”

Giandomenico Basso considera que, “até agora, 2019 está a ser um bom ano. Mudamos para uma equipa pequena, com um orçamento limitado, e já vencemos dois ralis do campeonato italiano, um dos quais do ERC. Neste momento poderemos dizer que tudo está a correr bem melhor do que esperávamos. O Rali Vinho da Madeira é um dos meus preferidos e este ano surgiu a hipótese de participar com um carro da Delta Rally, que desconheço. Nesta altura só me resta esperar que esse carro seja competitivo e que nos permita poder lutar pela vitória”. O italiano, que cumpre 46 anos em setembro, iniciou a sua carreira nos ralis em 1997 com um Fiat Cinquecento. Desde então e até 2010 esteve praticamente sempre ao volante de carros da marca italiana, que representou oficialmente durante muitas épocas. Também foi piloto oficial da Proton. Basso, que venceu o Rali Vinho Madeira em 2006, 2007, 2009 e 2013, foi campeão europeu em 2006 e 2009, venceu o IRC em 2006, o TER em 2017 e 2018 e foi campeão italiano em 2007 e 2016. Neste momento, a tripular um Skoda Fabia R5, é o líder do campeonato do seu país.

Navio Monte da Guia ainda hoje no Caniçal

Prevê-se que chegue ainda hoje ao Porto do Caniçal o Navio Monte da Guia que transporta a maioria das viaturas que irão participar no RVM 2019. O navio partiu com atraso do Porto de Leixões, estando o desembarque das viaturas agendado para esta noite. O processo está a ser articulado entre a organização do RVM, a Alfândega do Funchal e o transitário. As equipas serão informadas dos desenvolvimentos desta operação.

Muitos pilotos em testes

Ao longo do dia de hoje e de amanhã serão muitos os concorrentes que estão e estarão na estrada a proceder aos últimos acertos com vista à sua participação no Rali Vinho da Madeira. Estas ações têm lugar em estradas que não serão utilizadas no itinerário comum da prova organizada pelo Club Sports Madeira pois os reconhecimentos do percurso apenas têm início amanhã, 30 de julho, e prolongam-se até ao final de quarta-feira, 31 de julho.

Últimos bilhetes para a bancada da Avenida do Mar

Já são poucos os lugares disponíveis na bancada colocada na Avenida do Mar para assistir a 1ª Prova Especial de Classificação, denominada Avenida do Mar – Centro Internacional de Negócios da Madeira. Os últimos bilhetes serão vendidos na Secretaria do Club Sports da Madeira, na Avenida Arriaga nº. 43 e no Secretariado do Rali Vinho da Madeira, no Madeira Tecnopolo, piso -1. Garanta o seu lugar!

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